Sociometria e comportamento de rainhas de saúva (Atta sexdens linnaeus, 1758) (Hymenoptera: Formicidae) mantidas em laboratório

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Augustin, Juliana de Oliveira lattes
Orientador(a): Santos, Juliane Floriano Lopes lattes
Banca de defesa: Lima, Eraldo Rodrigues de lattes, Auad, Alexander Machado lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/4463
Resumo: Conhecer a biologia e o comportamento de rainhas fundadoras em processo de estabelecimento de novas colônias pode ser útil para se compreender as adaptações evolutivas pelas quais passaram muitos insetos sociais. O presente estudo teve o objetivo de investigar a influência da perda de massa corporal de rainhas de A. sexdens na mortalidade, assim como na produção de ovos, larvas, pupas e operárias, nos períodos de fundação e de crescimento ergonômico, buscando descrever os atos comportamentais executados pelas rainhas mantidas em colônias artificiais. A aferição da massa corporal das rainhas e a contagem de ovos, larvas, pupas e operárias foram realizadas semanalmente, mantendo as condições laboratoriais em 25 ± 5°C, 70 a 80 % de umidade relativa e fotoperíodo de 12 horas. Ao final de 168 dias de observações, a mortalidade havia atingido 95,7% das jovens rainhas, principalmente na fase de préoviposição (58,3% de mortalidade). Em média, as rainhas recém-fecundadas e dealadas pesavam 0,7 ± 0,05g após o vôo nupcial, perdendo, em média, 22,5% de massa corporal durante as 11 semanas do período de fundação, e 44,7% nas 11 semanas seguintes, durante o período ergonômico. Quanto à duração das fases de desnvolvimento colonial, verificou-se que as fases de pré-oviposição, embrionária, larval e pupal duraram, respectivamente, 3, 26, 23 e 21 dias. As freqüências médias de ovos reprodutivos, larvas e pupas nos períodos de fundação e ergonômico foram significativamente diferentes entre si. Foram identificados 49 atos comportamentais, os quais puderam ser agrupados em sete categorias, conforme a função biológica aparentemente dedutível. As rainhas recém-fecundadas mostraram-se comparativamente mais ativas durante o período de fundação, em relação ao período ergonômico. Os comportamentos mais freqüentes registrados para rainhas de A. sexdens neste estudo foram aqueles relacionados com a auto limpeza. Este resultado é um forte indício de que a auto-limpeza possivelmente desempenha a função de prevenir a contaminação colonial por parasitas, podendo ter sido de extrema importância no estabelecimento da relação mutualística obrigatória formiga-fungo. Os dados obtidos com a conclusão deste estudo poderão ser utilizados em futuros estudos comparativos entre espécies, auxiliando eventualmente na compreensão de seus processos evolutivos.