Subjetividade na educação ambiental: apontamentos para a formação de professores de biologia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Sales, Raquel de Oliveira lattes
Orientador(a): Bicalho, Maria Gabriela Parenti lattes
Banca de defesa: Campos, Renata Bernardes Faria lattes, Teixeira, Reinaldo Duque Brasil Landulfo lattes, Nonato, Eunice Maria Narazeth lattes, Ribeiro, Heder José lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Avançado de Governador Valadares
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Profissional em Ensino de Biologia em Rede Nacional - PROFBIO
Departamento: ICV - Instituto de Ciências da Vida
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11282
Resumo: A partir da promulgação da Lei nº 9.795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), a Educação Ambiental (EA) é reconhecida como componente curricular essencial e permanente da educação formal e não-formal no Brasil. Observa-se, a partir da década de 1990, a adoção de uma abordagem pedagógica que considera as reflexões teóricas e conceituais acerca da relação entre natureza e a sociedade. Uma das vertentes dessas reflexões considera a centralidade dos aspectos subjetivos como determinantes da eficácia das propostas de EA. Este trabalho objetivou mapear as referências bibliográficas que sustentam esta perspectiva teórica da subjetividade, na EA, e refletir sobre a aplicação dessa perspectiva na formação de professores de Biologia. Realizou-se pesquisa bibliográfica, utilizando a base de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO) a partir de três conjuntos de palavraschave: Formação de Professores e Educação Ambiental; Formação de Professores, Biologia e Educação Ambiental; e Educação Ambiental e Subjetividade. Nesta etapa, foi considerado o período de 2008 a 2018. Localizamos 46 trabalhos dos quais 27 abordavam a temática pretendida. Apesar da multiplicidade de abordagens, destacam-se trabalhos com perfis teórico-metodológicos que adotam categorias subjetivas tais como concepções, identidades, sentidos, significados, discursos, percepções, bem como ideias de experiência, sensibilização, reflexão, problematização e transformação dos saberes associadas à realidade socioambiental. Nelas, os professores pesquisados manifestam, predominantemente, concepções naturalistasconservacionistas de natureza. Por outro lado, observamos que há poucas pesquisas específicas sobre a formação de professores de Biologia em EA. Detectamos, também, propostas de formação continuada que indicam a eficácia das perspectivas participativas e colaborativas. Concluímos que a dimensão da subjetividade aparece na produção teórica brasileira sobre Educação Ambiental, o que permite indicar a necessidade de promover uma formação inicial e continuada para professores de Biologia que favoreça a identificação dos profissionais com a EA, a ampliação da fundamentação teórica e a consequente migração para um olhar socioambiental, que relacione subjetividade, sociedade e meio ambiente.