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Repercussões respiratórias e funcionais a curto e médio prazo de indivíduos hospitalizados por Covid-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Americano, Caroline Valle lattes
Orientador(a): José, Anderson lattes
Banca de defesa: Reboredo, Maycon de Moura lattes, Neves, Laura Maria Tomazi lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico-Funcional
Departamento: Faculdade de Farmácia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2023/00093
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/15192
Resumo: Introdução: A COVID-19 é uma doença infecciosa com manifestações sistêmicas, que podem deixar sequelas respiratórias e funcionais. Estas repercussões precisam ser estudadas para o desenvolvimento de estratégias preventivas e reabilitadoras. Objetivo: Avaliar as repercussões respiratórias e funcionais a curto e médio prazo de indivíduos que foram hospitalizados por COVID-19. Métodos: Estudo observacional, longitudinal e multicêntrico realizado com indivíduos que foram hospitalizados por COVID-19 avaliados aos 15, 90 e 180 dias após a alta hospitalar. Foram mensuradas a função pulmonar (espirometria), força muscular respiratória (manovacuomentria), dispneia (escala mMRC), capacidade funcional (teste do degrau de seis minutos, TD6), força muscular periférica (teste senta e levanta e força de preensão palmar) e nível de atividade física. Resultados: Foram estudados 65 participantes (54,8±12,5 anos, 54% homens). Os resultados aos 15, 90 e 180 dias após a hospitalização foram, respectivamente: Capacidade vital forçada (CVF): 67,6±25,4; 76,7±20,5; 70,1±22,6% do prev.; pressão inspiratória máxima: 77,4±49,8; 76,5±48,8; 84,0±54,1% do prev.; dispneia: 2,0 (0,0-3,0); 1,0 (0,0-2,5); 1,0 (0,0-3,0) pontos; TD6: 70,7±25,9; 80,2±29,8; 84,8±31,3% do prev.; teste senta e levanta: 61,3±23,8; 65,6±19,5; 71,7±20,0% do prev.; força de preensão palmar: 101,3±40,1; 99,8±35,5; 101,7±31,2% do prev.; indivíduos sedentários: 23,1; 10,8; 23,1%. A CVF esteve associada ao sexo e à presença de comorbidades (r 2=32%); o número de degraus esteve associado ao sexo, IMC e tempo de hospitalização (r2=39%). Conclusão: Indivíduos que foram hospitalizados por COVID-19 apresentaram dispneia, redução da CVF, força dos músculos inspiratórios, capacidade de exercício, força de membros inferiores e do nível de atividade física. Aos 6 meses após a alta hospitalar, ainda havia a presença de dispneia, redução da CVF, força de membros inferiores e do nível de atividade física.