A cidadania do louco: um debate necessário para a compreensão da direção teórico-política da luta antimanicomial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Tomaz, Cristiane Silva lattes
Orientador(a): Duriguetto, Maria Lúcia lattes
Banca de defesa: Rodrigues, Mavi Pacheco lattes, Souza Filho, Rodrigo de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Serviço Social
Departamento: Faculdade de Serviço Social
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2759
Resumo: Esta dissertação analisa a concepção de cidadania defendida pela Luta Antimanicomial no Brasil, desde seu surgimento, em 1987, com o II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, até os últimos encontros dos movimentos que compõem a Luta, realizados em 2007. Procurou-se abordar a Luta Antimanicomial numa perspectiva crítico-dialética, percorrendo-se um caminho teórico analítico a partir da Pesquisa Bibliográfica e da Análise Documental, no qual, primeiramente abordaram-se os seguintes temas: a Modernidade, enquanto o contexto sócio histórico de emergência da cidadania e do desenvolvimento de suas distintas concepções, dentre elas a liberal, a marxista e a pós-moderna; o Pós-modernismo; os novos movimentos sociais e os limites da política de identidades; a trajetória sócio-histórica da Luta Antimanicomial; as concepções teórico-políticas que influenciaram e influenciam o movimento; e as várias concepções referentes à cidadania e à “cidadania do louco”. A análise documental deu-se a partir dos relatórios dos encontros dos movimentos que compõem a Luta Antimanicomial. A partir de um balanço analítico entre as concepções de cidadania adotadas pelos intelectuais e pela Luta Antimanicomial - em relação às concepções de cidadania liberal, pós-moderna e marxista - foi possível identificar a mudança na concepção de cidadania presente na Luta ao longo desses 20 anos de militância, bem como sua tergiversação à concepção inicial que norteava a Luta.