Avaliação da toxicidade de quatro solventes e um surfactante, e dos fenilpropanoides eugenol e (E)-cinamaldeído sobre larvas e pupas de Musca domestica Linnaeus, 1758 (Diptera: Muscidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Silva, Bianca Carvalho da lattes
Orientador(a): Pinto, Erik Daemon de Souza lattes
Banca de defesa: Fabri, Rodrigo Luiz lattes, Guedes, Elizangela lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/4062
Resumo: Musca domestica é um importante vetor mecânico de diversos patógenos para humanos e animais de criação, sendo essencial o estudo de novas alternativas de controle mais eficientes e seguras para este díptero. A busca por novas alternativas de inseticidas envolve experimentos que geralmente necessitam do uso de solventes que não interfiram nos resultados da substância testada. Assim, o presente estudo compreendeu duas etapas: investigar a sensibilidade de larvas e pupas de M. domestica aos solventes acetona, etanol, metanol e dimetilsulfóxido (DMSO) e ao surfactante Tween 80 em diferentes tempos de volatilização; e avaliar a toxicidade dos fenilpropanoides eugenol e (E)-cinamaldeído sobre os mesmo estágios deste díptero. Para ambos os experimentos utilizou-se o teste de contato, com 10 repetições (n=10) para cada solvente/surfactante e concentração das substâncias sobre cada estágio. No primeiro experimento foram testados acetona, etanol e metanol em pureza analítica e DMSO e Tween 80 na concentração de 5%. Os tempos avaliados foram zero, cinco, 10 e 15 minutos (23±2°C e 60±10% UR). Os resultados mostraram que o tempo de volatilização produz diferença significativa na mortalidade larval (ML) para os três primeiros solventes testados, e acetona mostrou-se semelhante ao controle após cinco minutos de volatilização (p>0,05). Metanol e etanol mostraram-se semelhantes ao controle após 15 minutos de volatilização (p>0,05). DMSO não apresentou ML significativa (p>0,05), no entanto apresentou percenbtual de mortalidade acumulada (PMA) superiores a 14% (p<0,05). Tween 80 não apresentou diferença na toxicidade sobre as larvas relacionada ao tempo. Para o teste com pupas somente etanol produziu diferença significativa entre os tempos de volatilização, enquanto acetona e metanol diferiram do controle em todos os tratamentos (p<0,05). DMSO e Tween 80 não diferiram significativamente do controle em nenhum tempo (p˃0,05). O surfactante Tween 80 foi o único que não apresentou toxicidade para ambos os estágios na concentração testada, porém acetona foi o solvente que volatilizou mais rapidamente, mostrando menor toxicidade entre aqueles testados em pureza analítica. Para o segundo experimento, foram utilizadas oito concentrações de cada substância para a determinação das concentrações letais (CL50 e CL90). Eugenol apresentou os menores valores de CL50 e CL90, para a eficácia do tratamento larval (ETL) (1,5 e 3,75 mg/mL, respectivamente) enquanto (E)-cinamaldeido apresentou os menores valores de CL50 e CL90 para a eficácia do tratamento pupal (ETP) (18,08 e 78,83 mg/mL, respectivamente). Ambas as substâncias apresentaram atividade larvicida a partir de 2,5 mg/mL e ETL de 100% a partir de 5 mg/mL. Para o tratamento pupal (E)-cinamaldeído diferiu do controle a partir da 13 concentração de 10mg/mL (p<0,05) e ambos os fenilpropanoides causaram má formação em adultos a partir de 10 mg/mL, e maior ETP na concentração de 30 mg/mL, sendo 67,2% para (E)-cinamaldeído e 32% para eugenol. Os produtos testados nesse estudo apresentaram elevado potencial larvicida, além de ambos apresentarem efeitos pupicida e causarem má formação nos adultros provenientes de pupas tratadas. Ainda, é possível sugerir a utilização conjunta de ambas substância para um controle mais eficiente, visto que (E)-cinamaldeído apresentou melhor atividade larvicida, enquanto eugenol teve melhor atividade pupicida. Desta forma, esses fenilpropanoides mostrando-se promissores para o uso no desenvolvimento de formulações mais seguras para a saúde e meio ambiente, sendo possível sua utilização em estratégias de Manejo Integrado de Pragas.