Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Marcelino, Valter José Fernandes Coelho
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Orientador(a): |
Daemon, Erik
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Banca de defesa: |
Rodrigues, André Flávio Soares Ferreira
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Gazêta, Gilberto Salles
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal
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Departamento: |
ICB – Instituto de Ciências Biológicas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/3978
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Resumo: |
Com o objetivo de avaliar aspectos da ecologia das populações e de comunidades componentes de ácaros em Pseudolynchia canariensis, ectoparasitos de pombos-domésticos, Columba lívia, foram coletados 156 espécimes de P. canariensis, em pombos capturados no município de Juiz de Fora, MG. Os pombos foram examinados manualmente e os espécimes de P. canariensis foram acondicionados em álcool 70ºGL. Todos os ácaros e os ovos foram quantificados e alguns foram removidos para clarificação e montagem de lâminas. Foram calculados os índices populacionais e de agregação espacial. Nas 156 P. canariensis analisados, foram encontrados 236 ácaros foréticos, com prevalência de 47,44% (n=74). A prevalência para Myialges anchora em foi de 23,72% (n=37) com 54 indivíduos, intensidade média de 1,46 ± 0,90 e abundância média de 0,35 ± 0,76. Em 94,44% das moscas infestadas, M. anchora encontravam-se no abdômen (n=51), 3,70% na cabeça (n=2) e 1,85% na perna (n=1) e 75,93% (n=41) se apresentavam circundados por massas ovígeras, conferindo uma média de 16,43 ± 14,44 ovos por fêmea e 21,63 ± 12,46 ovos por fêmea ovígera. Para Myialges lophortyx, a prevalência foi de 13,46% (n=21), com 62 indivíduos, intensidade média de 2,95 ± 2,75 e abundância média de 0,397 ± 1,41. Destes 41,94% encontravam-se na asa direita (n=26) e 58,06% dos espécimes encontravam-se na asa esquerda (n=36). A maioria dos exemplares (46,77%; n=29) estavam aderidos à base M1+2, 19,35% (n=12) na M3+Cu1, 12,90% (n=8) na R3, 11,29% (n=7) na R1 e 4,84% (n=3) na Cu2. Dos M. lophortyx xiii observados, 72,58% (n=45) apresentavam massas ovígeras, com média de 4,56 ± 3,42 ovos por fêmea e 6,29 ± 3,04 ovos por fêmea ovígera. A prevalência de Ornithocheyletia hallae foi de 23,72% (n=37) com 120 indivíduos, intensidade média de 3,24 ± 4,47 e abundância média de 0,77 ± 2,56. Em 28,38% (n=21) das moscas ocorreram infestações simultâneas: 66,67% (n=14) por M. anchora e O. hallae; 19,05% (n=4) por M. lophortyx e M. anchora; o mesmo valor para M. lophortyx e O. hallae; uma mosca (4,76%) estava infestada pelas três espécies. As comunidades componentes mostraram uma distribuição agregada, com índice de dispersão (id) > 1. A espécie O. hallae apresentou-se mais agregada (K = 0,145), M. anchora e M. lophortyx apresentaram o mesmo valor de K (0,552). Esses são os primeiros relatos de agregação espacial de foréticos dessas espécies de ácaros em P. canariensis ou qualquer outra espécie de díptero Hippoboscidae. |