Ensino em Juiz de Fora da Belle Époque: educação particular e confessional para uma elite urbana
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso embargado |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Geografia
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Departamento: |
ICH – Instituto de Ciências Humanas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2022/00376 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/15056 |
Resumo: | Emancipado de Barbacena em 1850, com o nome de Santo Antônio do Paraibuna, o município de Juiz de Fora (MG) iniciou a consolidação de suas bases infraestruturais urbanas apenas na década de 1880, quando a cidade começou a viver um momento de elevada prosperidade econômica, baseada na cultura cafeeira, que aplicava boa parte dos seus ganhos no desenvolvimento de atividades urbanas. Assim, o final do século XIX e o início do século XX foi um período importante no que se refere à implementação de estabelecimentos comerciais, industriais, bancários, equipamentos urbanos diversos e instituições de ensino, tema aqui especialmente tratado. Este período caracterizou a Belle Époque juiz-forana, quando a elite local produziu e usufruiu de benfeitorias localizadas no centro urbano, dentre as quais figuraram os colégios particulares confessionais. Enquanto os colégios ocupavam, no sentido geográfico, o centro da cidade, as escolas públicas ocupavam a área rural. Enquanto os primeiros se destinavam aos filhos da elite local, que eram crianças brancas, as outras instituições eram os locais destinados à educação das classes mais pobres, inclusive das crianças negras. Os estabelecimentos de ensino particulares, além de se configurarem como um serviço urbano essencial, também influenciaram o ordenamento territorial citadino. Primeiramente porque desempenharam importante função atrativa, a partir do estímulo à ocupação nas áreas centrais. E segundo, porque quando adquiriram grandes propriedades urbanas também impediram a ocupação dessas áreas por outros empreendimentos, regulando indiretamente o mercado imobiliário e impedindo, de certa forma, o avanço do processo de verticalização. Enfim, adotando como recorte temporal o período compreendido entre 1880 e 1907, apresentamos as principais características e dicotomias das instituições de ensino juiz-foranas e as relacionamos com o processo de urbanização local, impulsionado por um momento de grande crescimento econômico. |