Identificação das características fisiológicas e das terminologias utilizadas em estudos com ciclistas e corredores: uma proposta de classificação em relação ao status de treinamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Santos, Marcelo Pereira dos lattes
Orientador(a): Marocolo Júnior, Moacir lattes
Banca de defesa: Prado, Luciano Sales lattes, Lima, Jorge Roberto Perrout de
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Educação Física
Departamento: Faculdade de Educação Física
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2022/00220
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14587
Resumo: O recrutamento de amostras para estudos em ciências do esporte pode ser um fator limitante, uma vez que atletas profissionais ou de elite dificilmente quebram suas rotinas para serem submetidos a experimentos. Por esse motivo, os estudos costumam recrutar voluntários que não se enquadram nesse escopo, o que pode gerar alguns equívocos quanto às terminologias para descrição do status de treinamento dos voluntários. Apesar de existirem algumas propostas de classificação do status de treinamento, ainda encontramos um uso indevido de termos nos estudos. Nesse contexto, deve haver um critério bem estabelecido pelos autores para descrever o status de treinamento dos voluntários em relação às características fisiológicas e a terminologia. Portanto, o presente estudo tem como objetivo identificar terminologias para classificação do status e sua relação com o nível de aptidão relatada em estudos sobre ciclismo e corrida desde o ano de 2000. O estudo foi dividido em duas etapas: primeiro, foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, Web of Science e Scopus onde foram selecionados 589 estudos com ciclistas e 414 estudos com corredores. Como resultado, encontramos 34 e 23 terminologias associadas ao status de treinamento de ciclistas e corredores. O V̇ O2máx relativo foi a variável fisiológica mais relatada estando presente em 61,80% dos estudos com ciclistas e 61,11% dos estudos com corredores. Um grande número de terminologias para voluntários com valores relativos de V̇ O2max muito próximos ou idênticos foram encontrados (34 para ciclistas e 23 para corredores). Com base em um resultado não consensual e com o objetivo de elaborar um modelo de classificação mais conciso e concordante quanto à descrição do status de treinamento, na segunda etapa propusemos uma ordenação dos valores de V̇ O2max do menor para o maior valor, separados em quintis. Foi realizada uma metodologia Delphi Consensus na qual especialistas em ciências do esporte foram convidados a opinar tentando chegar a um consenso sobre quais terminologias melhor caracterizariam os níveis de V̇ O2max relativos de ciclistas e corredores. Na primeira fase, foi elaborado um questionário por meio do Google Forms® onde os especialistas deveriam escolher as terminologias que melhor representassem os níveis de V̇ O2máx relativos de ciclistas e corredores. Os cinco termos que obtivessem as maiores frequências de respostas passariam para a segunda fase. Em seguida, os especialistas tiveram que escolher, entre os cinco termos da primeira fase, aqueles que melhor representassem os níveis relativos de V̇ O2max. Para alguns níveis de V̇ O2max apenas um termo foi consenso, enquanto para outros 2-3 termos foram sugeridos. Em conclusão, propusemos uma classificação concisa para o status de treinamento de ciclistas e corredores que poderia contribuir para diminuir a confusão de interpretação e facilitar a descrição e caracterização das amostras em estudos futuros nessas modalidades.