Atributos físicos do solo no consórcio de milho com forrageira e a produção soja em sucessão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Valim, Wander Cardoso lattes
Orientador(a): Souza, Luiz Carlos Ferreira de lattes
Banca de defesa: Souza, Cristiano Márcio Alves de lattes, Ceccon, Gessí lattes, Tomazi, Michely lattes, Secretti, Mateus Luiz lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Agronomia
Departamento: Faculdade de Ciências Agrárias
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/5140
Resumo: Os principais empecilhos do sistema de produção em áreas do Cerrado são relacionados as monoculturas, pouca cobertura do solo com resíduos vegetais e a ocorrência de veranicos. Nessas regiões devido à presença de temperatura elevadas e altas precipitações em determinados períodos do ano, associado à atividade biológica, acelera o processo de decomposição da palha, permitindo que grande parte do solo fique descoberto. Por outro lado, sistemas de consórcio que promovem aumento da quantidade de palha sobre o solo causam melhorias no processo de estruturação do solo devido aumento da matéria orgânica do solo e atividade biológica, redução da compactação do solo, aumento da infiltração de água e da ciclagem de nutrientes, dentre outros. Neste contexto, planejou se avaliar o efeito do consórcio de milho de 2ª safra com espécies de forrageiras, sobre a qualidade de um Latossolo Vermelho distroférrico na produtividade de soja em sucessão. O experimento foi implantado no ano 2014 e cultivado até os dias atuais. As avaliações foram realizadas entre os anos de 2016 a 2018 no município de Dourados, MS, na Fazenda experimental da UFGD. Foram utilizados 11 tratamentos, sendo eles: milho solteiro; Urochloa brizantha cv. Marandu solteiro; milho consorciado com U. brizantha cv. Marandu; Panicum maximum cv. Mombaça solteiro; milho consorciado com Panicum maximum cv. Mombaça; U. brizantha cv. BRS Piatã solteiro; milho consorciado com U. brizantha cv. BRS Piatã; U. ruziziensis cv. Ruzizienses solteiro; milho consorciado com U. ruziziensis cv. Ruzizienses; U. brizantha cv. Xaraés solteiro; milho consorciado com U. brizantha cv. Xaraés. Foram coletadas amostras de solo nas profundidades de 0,00-0,10 e 0,10-0,20 m e foram avaliados: densidade do solo, porosidade total, microporosidade, macroporosidade, resistência à penetração com penetrográfo, matéria orgânica e estabilidade de agregados. As determinações da soja foram: número de vagens por planta, massa mil grãos e produtividade dos grãos. Os manejos utilizados promoveram aumento da resistência penetração e densidade do solo, mas não restringiu o desenvolvimento e a produtividade da cultura da soja. A diversidade de espécies de plantas promoveu maior estabilidade de agregados, melhorando a estruturação do solo. Os sistemas de cultivo com forrageiras solteiras e consorciadas apresentam as maiores produtividades de soja.