Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Silva, João Alfredo Neto da
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Orientador(a): |
Souza, Cristiano Márcio Alves de
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Banca de defesa: |
Mota, José Hortêncio
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Mauad, Munir
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Agronomia
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Departamento: |
Faculdade de Ciências Agrárias
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/527
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Resumo: |
Considerando o potencial do Brasil para se tornar um dos maiores produtores de biodiesel do mundo, e a rápida expansão da demanda mundial por biocombustíveis, devido à preocupação com a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, tratando-se de uma espécie ainda em domesticação e sem muitos estudos e tecnologias, tem-se necessidade de se realizar pesquisas, para consolidar esse novo modelo. Com o objetivo de alcançar estes resultados o presente trabalho avaliou a produção de grãos e óleo do pinhão manso (Jatropha curcas L.) e diferentes espécies de plantas forrageiras e produtoras de grãos, cultivadas nas entrelinhas do pinhão manso, e também atributos químicos do solo em função dos tratamentos. O experimento foi conduzido em área experimental da Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a Fazenda Paraíso, que está localizado nas coordenadas geográficas com Latitude Sul 22º05’44" e Longitude W 55º18’48", no distrito de Itahum, município de Dourados, em área de Latossolo Vermelho Distrófico, solos com teores médios de 200 g kg-1 de argila. O pinhão-manso foi implanto em novembro de 2006, por meio de semeadura direta no campo, realizada no espaçamento de 3 x 2 m, deixando-se uma planta/cova. Nas safras 2006/07 e 2007/08 foram realizadas a condução e tratos culturais, normalmente empregados para a cultura. As parcelas experimentais foram constituídas de quatro fileiras com seis plantas por fileira. Os tratamentos constituintes foram: (T1: pinhão-manso não teve nenhuma espécie cultivada nas entrelinhas (pinhão-manso solteiro); T2: estilosantes-campogrande (Stylosanthes spp.); T3: braquiária-ruziziensis (Brachiaria ruziziensis); T4: braquiária-ruziziensis + estilosantes-campo-grande; T5: braquiária-humidícola (Brachiaria humidicola); T6: capim-massai (Panicum maximum cv. Massai); T7: sistema de rotação 1 (Amendoim -Crambe- feijão- milho); T8: guandu-anão (Cajanus cajan); T9: crotalária (Crotalaria spectabilis); T10: sistema de rotação 2 (milho safrinha – crambe - soja - amendoim) e T11: sistema de rotação 3 (feijão-caupi - nabo - milho – feijão-caupi)). Cada tratamento teve uma parcela com a cultura solteira como testemunha. Os tratamentos foram implantados no ano agrícola de 2009 com o espaçamento e densidade de plantio específico para cada espécie. O peso de 100 grãos, a produção de grãos e a produção de óleo de pinhão-manso, não foram influenciados pelos tratamentos nas entre linhas. O teor de óleo total nas sementes de pinhão-manso foi influenciado pelos tratamentos. A altura de plantas, diâmetro da copa, diâmetro do caule e o número de galhos de pinhão-manso não sofreram influencia pelos tratamentos. Na média dos tratamentos, a safra 2009/2010 teve maiores altura de plantas, diâmetro da copa, diâmetro do caule e o número de galhos. As espécies consorciadas não influenciaram o desenvolvimento e nos indicadores de produção do pinhão-manso, sendo assim a cultura do pinhão-manso pode ser cultivada em consórcio com todas as espécies estudadas. A produtividade de massa seca e a altura média de plantas, das diferentes espécies consorciadas com pinhão-manso, apresentaram resposta entre espécies e sistemas de cultivo. Comparando-se os sistemas, na média das espécies estudadas, o cultivo consorciado resultou em maior altura de plantas. O sistema de cultivo consorciado proporcionou ainda, a menor sazonalidade na produção de massa seca no consórcio. Observando-se a produção de massa ao longo do ano, nos dois sistemas de cultivo, fica evidente a menor variação, especialmente entre jul/09 e mar/10, para o sistema consorciado. Este comportamento pode estar ligado à interação entre as plantas de cobertura e o pinhão-manso, que com a queda e a decomposição das folhas no outono/inverno, pode estar contribuindo para manutenção da umidade do solo e para melhorias nas condições químicas e biológicas do solo. A espécie que demonstrou maior adaptação para o cultivo consorciado nas entrelinhas da cultura do pinhão-manso foi o capim-massai, apresentando maior produção de massa seca. Porém, todas as espécies estudadas apresentaram desempenho agronômico para uso como cobertura do solo ou forrageira, independente do sistema de cultivo, nas condições de Dourados - MS. As cultivares de feijão-caupi testadas na safrinha 2008/09 e 2009/10, apresentaram produtividade satisfatória quando cultivadas em consórcio com pinhão-manso; dessa forma, podem ser cultivadas neste sistema de cultivo. A cultivar de milho BRS 1010 apresentou maior produtividade no sistema consorciado na safrinha 2009 e a BRS 106 na safrinha 2010. As cultivares de nabo-forrageiro apresentaram produtividade satisfatória no sistema de cultivo consorciado, sendo as mesmas indicadas para o cultivo nas entrelinhas do pinhão-manso. Na safra 2009/10, o milho e soja apresentaram produtividade muito baixa; dessa forma, não se adaptaram para o consórcio, na safra, destas espécies em consórcio com pinhão-manso com três anos, quando utilizado o espaçamento de 3x2 para o pinhão-manso. As plantas de cobertura do solo e sistemas de rotação testados contribuíram para a melhoria da fertilidade do solo. Os elementos P e K foram os mais afetados pelos sistemas de rotação com culturas anuais. Os elementos Ca e Mg foram os mais afetados pelo cultivo das forrageiras. A testemunha no sistema consorciado (pinhão-manso solteiro) apresentou maiores teores de matéria orgânica e fósforo em relação à testemunha do sistema de cultivo solteiro (pousio total). |