Vigilância nutricional de crianças indígenas Kaiowá, Guarani e Terena menores de cinco anos do Mato Grosso do Sul: Um estudo de tendência temporal de 2006 a 2019

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Simonelli, Caio Gustavo lattes
Orientador(a): Luz, Verônica Gronau lattes
Banca de defesa: Andrade, Amanda Cristina de Souza lattes, Martins, Rita de Cassia Bertolo lattes, Moreira, Naiara Ferraz lattes, Bresan, Deise lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Alimentos, Nutrição e Saúde
Departamento: Faculdade de Ciências da Saúde
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/4866
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo analisar a cobertura e a tendência temporal do estado nutricional de crianças indígenas menores de cinco anos do Polo Base de Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, entre os anos de 2006 e 2019. Trata-se de um estudo descritivo realizado com dados secundários coletados por trabalhadores da saúde do Polo Base de Dourados desde 2006 até 2019, autorizado pela SESAI e DSEI-MS. As planilhas continham: nome da criança, sexo, peso, datas de nascimento e de avaliação. A análise da série histórica para os 14 anos foi feita no Programa Joinpoint Regression Program. Foram atendidas em média, anualmente, 2059 crianças, com cobertura média de 95,4% (IC95% 94,09; 96,78). Com relação ao estado nutricional, os resultados da tendência temporal mostraram que o Muito Baixo Peso para idade apresentou aumento não significativo para menores de 2 anos e menores de 5 anos, mas significativo para crianças de 2 a menores de 5 anos; o Baixo Peso para idade reduziu nos 14 anos, com aumento não significativo para os maiores de 2 anos; e o Peso Elevado para idade aumentou significativamente em todas as divisões etárias durante toda a série histórica. A cobertura de avaliação do estado nutricional foi alta e constante em quase todo o período avaliado. Os dados revelam taxas de cobertura infantil indígena surpreendentemente elevadas no Polo de Dourados. A extrema vulnerabilidade em que as comunidades indígenas vivenciam reflete diretamente em suas condições de alimentação e em seus indicadores nutricionais e de saúde.