A Efetivação da política de internacionalização na pós- graduação em educação (2013-2016)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Carvalho, Eliane Souza de lattes
Orientador(a): Real, Giselle Cristina Martins lattes
Banca de defesa: Oliveira, Romualdo Luiz Portela de lattes, Brito, Silvia Helena Andrade de lattes, Aranda, Maria Alice de Miranda lattes, Perboni, Fabio lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Educação
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/4934
Resumo: Esta tese tem como objeto a internacionalização da pós-graduação em Educação no contexto das políticas públicas de avaliação. O problema de pesquisa foi norteado pela seguinte questão: Qual internacionalização está sendo construída e efetivada na área da Educação a partir da indução dessa política pelo sistema de avaliação da pós-graduação? Trabalha-se com a tese de que a política de internacionalização voltada para a pós-graduação acolhe as concepções de Estado avaliador, que se pauta na padronização de indicadores, cujo peso concentra-se na produção bibliográfica qualificada por parâmetros bibliométricos, utilizados como equivalentes à dimensão de excelência. Essa política de indução desconsidera o histórico, a cultura e as práticas do conjunto das áreas da pós-graduação, que têm processos distintos da produção internacionalizada, como a Educação. Objetiva-se analisar a efetivação da política de internacionalização na área de Educação na Quadrienal 2017, mediante a indução do sistema de avaliação da pós-graduação. A amostra da pesquisa foi circunscrita aos três programas classificados com nota 7 na Quadrienal 2017. Propõe-se como procedimentos metodológicos a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. Na pesquisa bibliográfica, faz-se uma revisão de literatura de conceitos, níveis e abordagens sobre internacionalização acadêmica, bem como do contexto histórico no qual se constitui. A pesquisa documental visa: 1) verificar a configuração dessa política na agenda pública nacional por meio do Plano Nacional de Educação (PNE), dos documentos Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (2012, 2016) e dos Planos Nacionais de Pós-Graduação (1975, 1982, 1986, 2004, 2010); 2) cotejar os indicadores de internacionalização relacionados nos documentos das áreas de conhecimento da pós-graduação nas Trienais 2010 e 2013 e na Quadrienal 2017; 3) analisar as informações preenchidas na Plataforma Sucupira pelos programas selecionados para a pesquisa, com vistas a mapear as ações de internacionalização; 4) examinar as fichas avaliativas dos programas, a fim de observar os critérios utilizados pelos avaliadores ao mensurar as ações de internacionalização. Os dados permitiram averiguar que a área de Educação vem seguindo o movimento impulsionado pela indução do sistema de avaliação e incorporando, paulatinamente, os indicadores de internacionalização, mas que estes estão aquém dos apresentados pelo conjunto da pós-graduação. Ainda que não se desvinculem as ações de internacionalização das motivações econômicas, em função do financiamento atrelado à excelência, pode-se afirmar que a área tem efetivado sua internacionalização, prioritariamente, por razões acadêmicas por intermédio de: produção científica qualificada (periódicos A1 e A2 e livros L4); projetos e convênio com atividades de mútua cooperação, focalizando as relações Sul-Sul; atividades docentes no exterior; recepção de professores estrangeiros no programa; mobilidade discente in e out. Constatou-se uma divergência no processo avaliativo do que seja um programa internacionalizado, uma vez que não houve consenso entre as avaliações da Comissão de Área de Educação e do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTCES) sobre a nota de um dos programas. Ao rebaixar para 6 a nota 7 atribuída pela comissão de área, o CTC o faz pautado em dados da produção científica veiculados em bases internacionais, traduzidos em índices bibliométricos, aventando que este é o padrão priorizado pelo sistema da pós-graduação. Os programas que não se adequarem, ainda que tenham uma política de internacionalização consolidada, atentando-se aos demais indicadores utilizados pela área, não serão considerados programas de excelência. Esse fato, ainda, explicita que, embora haja indicadores para a definição da internacionalização esperada, não há critérios ou pesos definidos para o conjunto desses indicadores, o que acaba por subjetivar o processo de avaliação, pontuada por decisões centralizadas, envolvendo o conjunto das áreas e seus processos analógicos e disfásicos de internacionalização.