Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Takebe, Érika Riromi
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Orientador(a): |
Silva, Mário Sérgio Vaz da
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde
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Departamento: |
Faculdade de Ciências da Saúde
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/560
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Resumo: |
Doenças cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de morte mundial e sua crescente incidência motivou uma procura contínua pelos fatoresde risco pertinentes ao seu desenvolvimento. O melhor entendimento do risco cardiovascular em Policiais Militares (PM) pode contribuir para medidas preventivas das DCV, adequadas às condições da classe, possibilitando a melhora de sua saúde e qualidade de vida. Este estudo objetivou estimar o risco cardiovascular em PM pelo Escore de Risco de Framingham (ERF), que consiste em uma ferramenta de fácil aplicação, classificando a amostra em baixo risco, risco intermediário e alto risco, segundo um percentual de probabilidade de ocorrência de infarto do miocárdio e morte pordoença coronariana nos dez anos subsequentes, por meio da avaliação dos fatores de risco idade, níveis de colesterol, pressão arterial, diabetes e tabagismo. Além disso, verificou-se possíveis associações e correlações com outras variáveis não inseridas no ERF. A amostra por conveniência caracterizou-se por 96 PM (média de idade = 37,65±0,71 anos), do total de 207 PM homens do contingente de serviço ativo do Batalhão daPolícia Militar de uma cidade do Mato Grosso do Sul, participantes do Teste de Aptidão Física efetuado pela referida Corporação. Realizou-se estratificação do grau derisco pelo ERF e coleta de dados antropométricos [peso, altura, pressão arterial (PA), circunferência da cintura (CC), índice de massa corporal (IMC)], nível de atividade física e dosagem de colesterol (total e frações). Do total amostral, 90,6% classificou-se comobaixo risco e apresentou frequência elevada de sobrepeso ou obesidade. Houve associação entre categoria de risco e as variáveis: nível de atividade física (p = 0,03), diabetes e quantidade de fatores de risco para DCV (p = 0,03). A idade do grupo risco intermediário/alto foi maior comparada àqueles com baixo risco (p=0,01). Houve forte correlação entre CC e IMC (p < 0,001, r = 0,894), correlação moderada entre CC e LDL-C (p< 0,001, r = 0,358) e entre CC e quantidade de fatores de risco (p < 0,001, r = 0,571). Conclusão: Houve predominância de baixo risco cardiovascular estimado pelo ERF em PM de uma cidade do Mato Grosso do Sul, entretanto, o IMC correlacionou-se fortemente com CC, com consequente aumento do risco demorbidade e mortalidade por DCV, caso não sejam tratadas essas alterações. |