Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Mendes, Jacimara Aparecida
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Orientador(a): |
Perboni, Fábio
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Banca de defesa: |
Machado, Cristiane
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Real, Giselle Cristina Martins
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Educação
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Departamento: |
Faculdade de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/4889
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Resumo: |
Esta Dissertação de Mestrado em Educação vincula-se à linha de pesquisa Políticas e Gestão da Educação e ao Grupo de Pesquisa em Gestão e Política Educacional (GEPGE) do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação na Universidade Federal da Grande Dourados (PPGEdu/FAED/UFGD). Buscou-se, por meio da pesquisa, responder à pergunta: como a aplicação das provas que resultam no IDEB influenciam a atuação do professor em sala de aula? A partir desta questão geral a pesquisa se desdobrou sobre os seguintes questionamentos: quais as percepções de docentes sobre a avaliação externa? Como se apropriam dos resultados das avaliações em larga escala para assim direcionarem pedagogicamente a sua prática em sala de aula? Como os resultados do IDEB são tratados pelas professoras em suas atividades na escola? Elas associam a avaliação no processo de ensino e aprendizagem com os resultados do IDEB? Com a finalidade de responder a esta pergunta definiu-se como objetivo geral analisar a influência das políticas nacionais de avaliação externa sobre as práticas de professores dos Anos Iniciais de duas escolas estaduais no município de Dourados-MS. Para tanto, recorreu-se a uma abordagem de cunho qualitativo, levantamento bibliográfico, pesquisa documental e entrevistas semiestruturada. Para a seleção das escolas optou-se por duas instituições com percursos diversos, mas resultados idênticos no IDEB de 2017 e 2019, sendo uma com alto rendimento desde os primeiros resultados desta avaliação e outra com crescimento ao longo das edições. Considera-se que os professores têm participação ativa na elaboração das práticas avaliativas dentro dos espaços educacionais, pois cabe a eles a aplicação das avaliações externas e em larga escala, como também a avaliação cotidiana do desempenho dos alunos. A escolha por essa etapa de ensino justifica-se pelo fato de que as turmas de 5º ano são submetidas às avaliações da Prova Brasil, gerando maior reponsabilidade sobre elas. Buscou-se compreender o contexto acerca das avaliações externas e as implicações junto aos profissionais docentes. Constatou-se que as docentes entrevistadas resistem ou mesmo negam as influências das avaliações externas sobre as suas práticas pedagógicas; por outro lado, observou-se que as influências estão presentes no contexto educacional, e que mesmo diante das evidências elas são naturalizadas. Constatou-se uma preocupação, por parte das docentes, em separar aulas, preparar simulados e/ou estudar conteúdos similares aos cobrados em edições das avaliações externas anteriores. Nesse sentido, evidencia-se uma gestão do sistema de ensino que estimula a competição entre as instituições que interfere também na rotina em sala de aula. As docentes preocupam-se em preparar os alunos para as avaliações, potencializando ainda mais o cenário competitivo, práticas estas que contribuem para um estreitamento do currículo, com foco em nas disciplinas de Português e Matemática, e uma crescente responsabilização do profissional da educação pelos resultados do IDEB. |