Desempenho operacional de uma colhedora em cana crua na região da Grande Dourados - MS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Carvalho, Leandro de Souza lattes
Orientador(a): Souza, Cristiano Márcio Alves de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Agronomia
Departamento: Faculdade de Ciências Agrárias
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/517
Resumo: A colheita mecanizada de cana crua reduz as emissões de poluentes na atmosfera, entretanto têm sido verificadas perdas no sistema de colheita de cana crua, além de influenciar a eficiência da colhedora e a qualidade do trabalho da máquina. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de quatro velocidades de deslocamento sobre o desempenho operacional de uma colhedora de cana crua. Foi usado o delineamento inteiramente casualizado, sendo quatro tratamentos (3,0; 4,5; 6,0 e 8,0 km h-1), com quatro repetições. Foram determinadas a capacidade de colheita bruta e líquida, a eficácia de manipulação, as perdas na colheita, as impurezas da matéria-prima, a qualidade do corte e a freqüência do comprimento dos rebolos. As capacidades efetiva bruta e líquida foram influenciadas pelas velocidades de trabalho, verificando aumento de seus valores com o aumento da velocidade de deslocamento da colhedora. A eficácia de manipulação não foi influenciada pelo aumento na velocidade de deslocamento da colhedora. Ocorreu aumento nas capacidades efetiva bruta e líquida na medida em que aumenta a velocidade de deslocamento da colhedora até 8,0 km h-1, sem reduzir a eficácia de manipulação. As perdas de cana no campo não foram influenciadas com o aumento na velocidade de deslocamento da colhedora. Analisando o material coletado na unidade de transporte, constatou-se que o índice de rebolo inteiro, índice de raiz, índice de material não selecionado, índice de ponteiros e índice de matéria estranha vegetal não foram influenciados pelo aumento na velocidade de deslocamento da colhedora, enquanto o índice de folhas e palhas foi alterado. A freqüência de comprimento dos rebolos praticamente não foi alterada pelo aumento da velocidade da colhedora. Um comprimento de rebolos entre 18 a 23 centímetros foram os mais freqüentes usando uma colhedora em cana crua. Há uma tendência de aumento no cisalhamento de rebolos e tocos com o aumento da velocidade de deslocamento da colhedora, indicando necessidade de regulagem do mecanismo de corte de base com a velocidade de avanço da máquina.