Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Philippsen, Daniela Frizzo |
Orientador(a): |
Perin, Rosilene Rodrigues Kaizer,
Korf, Eduardo Pavan |
Banca de defesa: |
Perin, Rosilene Rodrigues Kaizer,
Korf, Eduardo Pavan,
Hartmann, Marilia Teresinha,
Soares, Félix Alexandre Antunes,
Barcellos, Leonardo José Gil |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Fronteira Sul
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental
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Departamento: |
Campus Erechim
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/1816
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Resumo: |
Atualmente os produtos orgânicos têm ganhado destaque por sua qualidade nutricional, segurança alimentar e pela sustentabilidade na sua produção. A produção orgânica utiliza fungicidas à base de cobre, como a calda bordalesa, que é composta por sulfato de cobre e cal hidratada. O cobre é um elemento químico natural e fundamental para os organismos vivos, porém há controvérsias em relação aos efeitos causados ao ambiente e à saúde humana. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os teores de cobre em solos e sucos de laranja e uva de uma propriedade orgânica que utiliza a calda bordalesa como fungicida, e a partir das concentrações encontradas, avaliar os efeitos da exposição aguda e crônica sobre o sistema nervoso de Caenorhabditis elegans. O estudo iniciou a partir da coleta dos solos e das frutas, logo após a colheita foram extraídos os sucos de laranja e uva. Posteriormente, foram analisadas as concentrações de cobre em solos e nos sucos de laranjas e uvas através de Espectrofotometria de Absorção Atômica por Plasma de Argônio. Após a determinação dos teores de cobre nos sucos de laranjas e uvas, os C. elegans foram divididos em cinco grupos, o grupo controle recebeu água ultrapura, e os tratados com cobre receberam as doses de 0,05 mg/L, 0,1 mg/L, 0,3 mg/L e 0,7 mg/L. Após a exposição foram avaliados parâmetros comportamentais e enzimáticos de cepas selvagens de C. elegans. Os ensaios das exposições aguda e crônica dos C. elegans ao cobre demonstraram que houve alterações da atividade da Acetilcolinesterase. Na exposição aguda as doses de 0,05 mg/L, 0,1mg/L e 0,7 mg/L ativaram a enzima, resultado similar foi encontrado após exposição crônica para as doses 0,3 mg/L e 0,7 mg/L. Já as doses de 0,05 mg/L e 0,1 mg/L inibiram a enzima após exposição crônica. Os organismos expostos também mostraram alterações comportamentais, como redução nos batimentos faríngeos à exposição aguda na dose de 0,05 mg/L e 0,7 mg/L em exposição crônica e aumento no ciclo de defecação nas doses de 0,1 mg/L e 0,3 mg/L em exposição aguda e redução em exposição crônica à 0,3 mg/L. Conforme já era esperado os níveis de cobre estavam aumentados nos solos que receberam o fungicida a base de cobre, o mesmo foi encontrado para os sucos. Porém, observou-se que as doses encontradas nos sucos promoveram significativas alterações no sistema colinérgico o que repercutiu no comportamento dos vermes. Assim, recomenda-se maior critério para aplicação de calda bordalesa, considerando que o cobre por ser um metal tem potencial de bioacumulação nos sistemas biológicos. |