Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Gritti, Tatiana |
Orientador(a): |
Stübe, Angela Derlise |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Fronteira Sul
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos
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Departamento: |
Campus Chapecó
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/1766
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Resumo: |
Esta pesquisa analisa a constituição identitária do sujeito entre-línguas. O aporte teórico utilizado é o da Análise de Discurso (AD) de linha francesa, problematizando a relação língua, sujeito, identidade, identificação, memória discursiva, ser-estar-entre-línguas. Com uma perspectiva interpretativista, o corpus de análise foi constituído a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com estudantes, descendentes de imigrantes italianos e alemães, do curso de Letras Português e Espanhol da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó. Por meio dessas entrevistas, foram selecionados recortes discursivos a partir dos quais foi possível analisar como a relação entre-línguas interpela os sujeitos a assumir lugares. Entendemos que fazer parte de um grupo social é parte de um processo de pertencimento do sujeito que, na medida em que se identifica, sente se aceito por este grupo. Para Hall (2006), todos nós temos um sentimento de identidade que está ligado à noção de pertencimento, de fazer parte de grupo étnico, linguístico, religioso e, principalmente, nacional. Considerando que a noção de identidade toma a língua como elemento de constituição do sujeito, entendemos que a relação entre-línguas evidencia um sentimento contraditório de estar aqui e lá e de não pertencer nem aqui nem lá. Conforme Coracini (2011a), essa posição gera tensão, pois enquanto marca a origem do indivíduo também o desloca no sentido de deixá-lo sem chão, sem pátria, sem identidade. Assim, os traços identificatórios, por nós interpretados, apontam para um sujeito híbrido, interpelado pelas diferentes línguas e culturas que o cercam. Isso significa que o sujeito constrói para si uma identidade a partir dos lugares que assume, dos dizeres aos quais se filia. Dessa forma, estar entre-línguas é estar entre-culturas. É nesse movimento cultural conflituoso que o sujeito se constitui e se estabelece, mas também se apaga. Trabalhar esse sentimento conflitante passa pela aceitação, consiste em compreender o outro e entender que estamos todos entre-línguas. |