A avaliatividade nos quadros de mujeres alteradas 1: uma análise a partir de marcas de tradução à luz da teoria funcionalista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Dessbesel, Elisete Elvira
Orientador(a): Laiño, Maria José
Banca de defesa: Pontes, Valdecy de Oliveira, Luz, Mary Neiva Surdi da, Flain, Angela Luzia Garay
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Fronteira Sul
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos
Departamento: Campus Chapecó
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3825
Resumo: Nas diversas situações de interação humana, estamos, constantemente, emitindo e sendo alvos de julgamento de valor. Todos os sistemas linguísticos possuem formas de fazê-lo, o que não significa que o façam igual. Assim, recursos valorativos são encontrados de modo constante por tradutores, que, nessas situações, precisam tomar decisões no tocante à tradução. Portanto, este trabalho debate aspectos relacionados à tradução de elementos valorativos do par linguístico espanhol<>português das histórias em quadrinhos do livro Mujeres Alteradas 1 ([2003] 2005) da cartunista argentina Maitena Burundarena. Diante disso, nosso foco de análise esteve voltado, primeiramente, em verificar a presença da linguagem avaliativa nos quadros, compreendendo e classificando a incidência de acordo com a Teoria da Avaliatividade. Em seguida, como segundo passo, a tradução das marcas avaliativas foram analisadas sob a ótica da teoria funcionalista de tradução, com isso, ao propormos um diálogo entre os estudos da Avaliatividade e da tradução funcionalista, buscamos seus pontos de convergência. Assim sendo, podemos afirmar que nosso referencial teórico está, basicamente, dividido em duas grandes áreas: linguagem avaliativa, objeto de discussão do capítulo 2, e tradução funcionalista, abordada no capítulo 3. Em relação à primeira, exploramos o sistema da teoria avaliativa, buscando compreender o funcionamento, primeiramente, de suas partes, e, a posteriori, o conjunto como um todo. Para isso, recorremos às fontes teóricas, com os estudos de Martin (2000), Martin e Rose (2003), White (2004), Martin e White (2005), bem como a teóricos brasileiros, como é o caso de Cruz (2012), Vian Junior, Souza e Almeida (2010) e Cabral (2007). Já em relação à segunda, tradução funcionalista, buscamos apoio, principalmente, em Reiss e Vermeer (1996) e em Nord (2012, 2010a, 2009, 1997, 1994), vislumbrando compreender conceitos importantes para a teoria e explorando perspectivas de análise quando visamos atender a tradução das funções de um texto. A fim de relacionar as duas áreas, selecionamos um corpus de pesquisa composto por dez quadros. Quanto à metodologia, adotamos uma pesquisa de cunho qualitativo, mobilizando os objetivos a cada uma das análises. A seleção do corpus deu-se por dois critérios: (i) presença de elementos valorativos; e (ii) a tradução da Avaliatividade ao português brasileiro; (iii) à título de variedade de elementos, a localização do excerto dentro do Sistema de Avaliatividade. Por isso, no capítulo 4, propomos suas análises, contextualizamos o quadrinho, detalhando informações importantes. Logo, situamos o segmento avaliativo dentro do sistema que apresentamos anteriormente. Depois disso, comparamos a versão original com a versão traduzida, levando em consideração aspectos relacionados à tradução funcionalista, verificando as marcas de tradução existentes nos aspectos avaliativos. Por fim, em alguns casos, julgamos necessário sugerir outra proposta de tradução, pois percebemos que a tradução gerou incongruências em relação à funcionalidade do texto original. Finalmente, percebemos que a aproximação entre os campos da Avaliatividade e da tradução sob viés funcionalista possibilitaram uma análise mais sólida. Assim, os resultados indicam que a Avaliatividade é uma característica intrínseca dos quadrinhos de Maitena. Entretanto, nem sempre as traduções seguiram padrões funcionais, já que, em alguns casos, deixaram de cumprir o escopo a que julgamos que tenham sido planejadas, ao passo que se desvincularam do sentido proposto, o que gerou como consequência a alteração dos elementos avaliativos em incidência e grau.