A formação e o processo de trabalho do enfermeiro na estratégia saúde da família: um estudo de caso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Chagas, Marcela Sfalsin das
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/22980
http://dx.doi.org/10.22409/PPGSC.2020.m.10661121771
Resumo: O Sistema Único de Saúde (SUS) tem diferentes realidades, estampadas em cada cidade do nosso Brasil. No município de Nova Friburgo, região serrana do Estado do Rio de Janeiro, não é diferente. Não houve no município grande ampliação da APS, principalmente na ESF, sendo que o último concurso público foi no ano de 2007. O objetivo geral da pesquisa foi conhecer a formação do enfermeiro que atua na ESF. Os específicos foram identificar se os enfermeiros receberam conteúdo teórico e/ou prático sobre ESF durante a graduação; verificar se os enfermeiros participaram de ofertas formativas de Saúde da Família, APS ou Saúde Pública após a graduação e descrever as percepções do enfermeiro acerca dos seus conhecimentos, preparo e atuação na ESF. Realizamos uma pesquisa social de natureza qualitativa, através de estudo de caso. A população foi composta pelos enfermeiros que atuam nas equipes de Saúde da Família (eSF) do município, totalizando dezoitos entrevistados. Encontramos como resultados um grupo homogênio em relação à formação profissional, pois 50% deles são formados na mesma instituição e no município da pesquisa, ao mesmo tempo diversificado em relação ao tempo de experiência na ESF e no SUS. Dos profissionais que trabalham na mesma unidade, apenas sete estão há mais de cinco anos, menos de 50% dos profissionais que estão nas unidades de SF do município. A categoria central para discussão foi a formação do enfermeiro na ESF. Assim, organizamos quatro subcategorias: múltiplas responsabilidades; trabalho em equipe: facilidades, dificuldades e os desafios encontrados no cotidiano do trabalho; as questões de saúde mental dos enfermeiros de SF e a formação e educação permanente. Identificamos pouca ou quase nada de experiência dos entrevistados em sua formação para atuar na ESF. Verifica-se que durante a formação, poucos tiveram uma disciplina específica para a ESF e que a teoria ficou distante da prática. Percebe-se que a graduação e a pós-graduação se mantiveram no campo teórico, não integrando a teoria com as necessidades da prática cotidiana dos entrevistados. Sobre a oferta de educação permanente e/ou continuada, foi identificado que a oferta de atualizações e formações pela gestão local acontece, porém fragmentada, sem participação de toda a equipe. Chama a atenção, a falta de incentivo da gestão para investir na formação, o que limita e desmotiva os profissionais a pensarem seu trabalho e a realizar não somente ações de assistência em saúde (consulta de enfermagem), mas principalmente ações de promoção e prevenção em saúde. Eles se sentem desgastados, cansados, estafados, pela sobrecarga de atribuições e dificuldades de dividir o trabalho com toda a equipe. Portanto, os enfermeiros da ESF em Nova Friburgo, precisam de suporte e estrutura para ampliarem seus saberes e práticas através da formação robusta e concisa para a ESF e que deem ferramentas para reforçar/ampliar sua autonomia e capacidade de solucionar problemas do cotidiano