EMPREGO DE ESPUMA DE POLIURETANO E DEGRADAÇÃO FOTOCATALÍTICA COMO ESTRATÉGIAS PARA REMOÇÃO DE CORANTES TÊXTEIS EM MEIO AQUOSO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Soares, Carla de Aguiar
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40283
Resumo: Indústrias têxteis contribuem significativamente para a poluição de águas superficiais, dado que seu processo produtivo gera grandes volumes de efluentes com intensa coloração proveniente de corantes sintéticos, os quais são de difícil degradação, causando danos ao meio ambiente. Posto que os tratamentos convencionais de efluentes têxteis são limitados, o objetivo do trabalho foi estudar a aplicação da espuma de poliuretano (EPU) e ensaios de degradação fotocatalítica como estratégias de remoção dos corantes têxteis: Acid Blue 62 (AB62), Direct Blue 15 (DB15) e Reactive Blue 19 (RB19) em meio aquoso. O acompanhamento das reações foi realizado por espectroscopia na região UV-Vis para todos os casos. Verificou-se que 0,50 g de sorvente em 40 mL de soluções dos corantes (5 μmol L-1) possibilitou a remoção de 100%, 91% e 76% dos corantes AB62, DB15 e RB19, respectivamente, aplicando as condições experimentais ótimas para cada corante. A principal característica que influenciou positivamente na remoção do corante AB62 foi o ajuste do pH para 3. Para o DB15, o emprego da EPU com tratamento ácido (EPU/HCl) foi determinante, enquanto para o RB19, a adição do surfactante brometo de cetiltrimetilamônio (CTAB) na proporção molar 1:3 de RB19/CTAB ao meio se mostrou essencial. A partir das técnicas de MEV e DRS foi possível caracterizar o material. Na primeira delas observou-se a diferença de textura entre a EPU original, sendo mais lisa, e as espumas com corantes, que apresentaram veios e uma superfície rugosa, possivelmente devido à deposição do corante. Na última, viu-se os picos de comprimentos de onda máximo característicos dos corantes nas espumas contendo essas substâncias coloridas. Em relação a degradação fotocatalítica assistida com peróxido de hidrogênio, adicionou-se 10 μL de H2O2 (35% p/p) em cada 25 mL das soluções de AB62 (36,2 mg L-1), DB15 (18,5 mg L-1) e RB19 (30,8 mg L-1) sob irradiação UV (254 nm – 48 W). A descoloração completa do meio ocorreu em 2,5 minutos para o RB19 e o DB15 e em 12 minutos para o AB62. A remoção deste último pode ter sido prejudicada pelo efeito de filtro interno. Ademais, os ensaios de CLUE e ESI-MS sugerem que todos os corantes foram totalmente degradados ao final do processo. Sendo assim, ambos os métodos se mostraram alternativas no tratamento desses corantes têxteis.