Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Figueiredo, Leandro Mitidieri |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://app.uff.br/riuff/handle/1/32345
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Resumo: |
O presente trabalho analisa o fenômeno da corrupção e sua relação com a desigualdade. É problematizada a abordagem sociológica, que leva em conta principalmente a cultura e a lei, a abordagem econômica, que trata da relação de custo e benefício da prática de corrupção, e a abordagem psicológica, com experimentos de psicologia da desonestidade, mostrando que somos todos “maçãs podres”, dependendo da situação. Mas o estudo vai além, sustentando que falta algo para entender e enfrentar a corrupção peculiar de países como o Brasil, que seria a questão da desigualdade. Além de propor uma visão mais ampla do que é corrupção, considerando corrupção em sentido amplo também uma política pública ou ato normativo voltado ao interesse de poucos, promovedor de grave injustiça social, o trabalho se propõe a verificar a relação da corrupção com a desigualdade social. A tese é de que a corrupção pode conviver com crescimento econômico e sua relação com desenvolvimento humano às vezes pode não ser exata. Mas, invariavelmente, a corrupção é concentradora de renda. Como um vírus, a corrupção no setor público ataca por dentro, minando as defesas do Estado e neutralizando seu poder de gerar distribuição de riqueza e justiça social. A corrupção é um dos fatores causadores da desigualdade social, mas, outrossim, a desigualdade social é um dos fatores que favorecem a corrupção. Nestes termos, o enfrentamento à corrupção é uma política realizadora do objetivo fundamental constitucional de redução da desigualdade. Mas não é qualquer combate à corrupção que cumpre esse papel de redutor da desigualdade social, e sim o enfrentamento à corrupção efetivo, republicano e democrático. |