Organização do trabalho dos fiscais de contrato de uma empresa de energia: o ponto de vista da atividade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Fernandes, Sabrina Sossai
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Fluminense
Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/4238
Resumo: No Brasil, a década de 80 é marcada pela intensificação do processo de terceirização fazendo com que as empresas, a partir de então, passassem a dar maior importância à gestão de contratos. A atuação do fiscal de contrato torna-se essencial para que as organizações permaneçam competitivas através da contratação de empresas para implementar projetos nas mais diversas áreas. Para tanto, faz-se necessário que o fiscal de contrato esteja inserido em uma organização do trabalho flexível, permitindo ao mesmo adaptá-la a seus desejos e necessidades, conferindo-lhe autonomia a ponto de permitir realizar modificações no modo operatório e nas formas de gestão da atividade de fiscalização. Assim, o presente estudo tem por objetivo analisar a influência da organização do trabalho do fiscal de contrato de uma empresa de energia nos processos de construção de saúde e formação de competências. A metodologia foi adaptada a partir do modelo de instrução ao sósia, aplicada em dois profissionais que atuam como fiscais de contrato de uma empresa de energia. A análise dos dados consistiu na confrontação dos relatos oriundos das instruções ao sósia com a base teórica levantada e com as prescrições inerentes a essa atividade. Os resultados apontam que a atividade de fiscalização de contratos é extremamente prescritiva e o fiscal de contrato se utiliza dessa característica como mecanismo para evitar o processo de adoecimento. Além disso, o fiscal de contrato precisa de um coletivo de trabalho para compartilhar as responsabilidades e atribuições entre o coletivo de trabalho. Esse compartilhamento cria estratégias para a construção da saúde e proteção contra o adoecimento, assim como permite diluir um pouco sua carga de trabalho.