Mídias digitais na arte imersiva: uma experiência estética no cotidiano escolar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bandeira, Ana Cristina da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/35899
Resumo: A presente dissertação tem a finalidade de promover questionamentos acerca das interações de jovens estudantes com mídias digitais, quando usadas em experiências imersivas de arte e cultura, dentro do ambiente pedagógico. Para a busca das respostas sobre o que acontece a crianças que vivenciam a imersão em obras de arte, por meio de interações com distintas mídias digitais, foi realizada uma investigação com alunos do 7o ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Niterói (RJ). Partiu-se de uma abordagem etnográfica (Mattos, 2011), articulada a um olhar narrativo (Clandinin; Connelly, 2015). Os instrumentos de pesquisa foram a autobiografia (como ponto de partida); a observação participante ocorrida nos campos de modo remoto – mediada por plataformas de ensino digital durante o surto de Covid-19 – e presencial, dentro da escola, no pós-pandemia; notas de campo; descrição densa e entrevistas. A análise dos dados se deu mediante a análise narrativa (Clandinin; Connelly, 2015) e tematização de categorias analíticas (Bardin, 1977). O arcabouço teórico abarca fundamentos do cotidiano (Berger; Luckmann, 2004); da relação entre educação e mídia (Ferrés; Piscitelli, 2015); de midiatização (Hjarvard, 2011; Silverstone, 2002; Thompson, 1998) e de artemídia (Grau, 2009; Arantes, 2005). Dentre os achados, foi constatado que a sensação de imersão por meio das mídias digitais só ocorre em espaços tridimensionais (com altura, profundidade e largura) físicos ou virtuais. Tanto os alunos que gostaram quanto os que não gostaram da experiência imersiva em ambientes digitais tiveram suas capacidades intelectuais e a memória estimuladas. Porém, no caso de alunos com necessidades especiais de educação, que aparentemente respondem bem à linguagem artística e demonstram maior engajamento nas aulas da disciplina de Artes, a imersão digital pode causar-lhes alterações sensoriais, deixando-os com sensação de tontura e cansaço. Conclui-se, portanto, que a sociedade está em constante transformação e levantar questionamentos sobre os novos caminhos para as produções de sentidos que tangenciam a midiatização em um contexto mais amplo, abarcando arte e educação, se faz cada vez mais importante. Assim como vislumbrar caminhos que contribuam para novas práticas pedagógicas articuladas a novos processos de ensino-aprendizagem mediados por mídias digitais em diálogo com a arte.