Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2008 |
Autor(a) principal: |
Souza, Erika Giuliane Andrade |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Niterói
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/9199
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Resumo: |
Esta dissertação é resultado de uma etnografia feita em delegacias de polícia da cidade do Rio de Janeiro, onde observei as avaliações policiais que decidem se um conflito é ou não, fato a ser considerado válido para ser atendido com registro de ocorrência, documento que pode iniciar uma investigação policial. Geralmente, os policiais ofereciam resistência para registrar casos chamados de feijoada. É objetivo principal dessa pesquisa, analisar quais são os valores que baseiam essa classificação. Por meio dessa analise, surgiram outras categorias nativas que podem auxiliar a descrição da visão desses policiais acerca de sua prática: bico (quando uma pessoa deixa de ser atendida na delegacia, sendo bicada para outras instituições) e casos de polícia (situações identificadas pelos policiais como trabalho legítimo da instituição). Essas categorias indicam que o trabalho policial não se apóia apenas no arcabouço jurídico para determinar sua função, mas sim, num conjunto de regras informais, baseadas em valorações culturais e costumes compartilhados entre os policiais em que são estabelecidas trocas simbólicas (de bens materiais, serviços), entre os atores, que influenciam o tratamento dos casos. Nesse sentido, busca-se compreender a relação da lógica policial de classificação de casos feijoada e as implicações do atendimento informal dos policiais, que fazem do ato de dizer o direito para a população, uma forma de controle social baseado em seus valores. Assim, o objetivo geral dessa pesquisa é de fomentar reflexão dentro dos estudos de Antropologia Jurídica acerca da administração institucional de conflitos em espaços públicos e a construção de cidadania nesse contexto. |