Análise da relação entre microtrincas dentinárias, fratura vertical da raiz e tratamento endodôntico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Rodrigues, Lorrany Larisse Costa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://app.uff.br/riuff/handle/1/31263
Resumo: Objetivo: (i) avaliar o impacto da sobreinstrumentação mecânica do canal radicular no desenvolvimento de microtrincas dentinárias de raízes de pré-molares superiores; e (ii) avaliar a incidência e padrão das microtrincas dentinárias de incisivos inferiores tratados endodonticamente e correlacionar esses dados com a resistência à fratura desses dentes. A micro-tomografia computadorizada (micro-CT) foi a metodologia utilizada em ambas as análises. Metodologia: Para o primeiro objetivo, 20 pré-molares superiores birradiculares foram selecionados e escaneados em um aparelho de micro-CT. Posteriormente, os canais foram instrumentados com a lima Reciproc M-Wire R25 nos seguintes tempos operatórios: 1 mm aquém do forame apical (FA) (FA - 1 mm), ao nível do FA e sobreinstrumentação (FA + 1 mm). Foi realizado um novo escaneamento após cada tempo operatório. Os procedimentos de reconstrução e corregistro foram realizados e, após isso, as imagens foram analisadas desde a junção cemento-esmalte até o ápice para identificar a presença de microtrincas dentinárias. Para o segundo objetivo, 60 incisivos inferiores foram pré-selecionados, escaneados em um aparelho de micro-CT e analisados quanto ao volume de dentina. Após essa análise preliminar, um total de 40 espécimes com volume e espessura de dentina similar (140 mm3 ±10 mm3 ) foram selecionados e avaliados quanto à quantidade e ao padrão de microtrincas dentinárias. Os canais radiculares foram preparados com o instrumento WaveOne Gold Primary e obturados com cone de guta-percha e cimento AH Plus por meio da técnica do cone único pareado. Em seguida, os espécimes foram embutidos em resina acrílica e submetidos ao ensaio de fratura à 1,0 mm/min e, posteriormente, à análise do padrão e extensão das fraturas. A fractografia foi realizada visualmente e categorizada de acordo com o padrão de fratura encontrado: (i) fratura cervical - não catastrófica ou (ii) fratura vertical de raiz - catastróficas. Resultados: Nenhuma nova microtrinca foi formada após a sobreinstrumentação dos canais radiculares (FA + 1 mm), nem após o preparo aquém (FA - 1 mm) ou no FA, bem como não houve nenhuma correlação significativa entre as variáveis número de trincas, volume dentinário pré-instrumentação e força máxima registrada para fratura dos espécimes. Conclusões: A instrumentação mecânica dos canais radiculares, independentemente do comprimento de trabalho adotado, não foi capaz de originar novas microtrincas dentinárias nem tampouco a incidência desses defeitos exerceu qualquer influencia no teste de resistência à fratura de incisivos inferiores tratados endodonticamente.