Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Tavares, Sandro Junio de Oliveira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/35949
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Resumo: |
Este trabalho foi composto por dois estudos, inicialmente foi realizada uma revisão sistemática da literatura reunindo estudos que compararam a ação de diferentes irrigantes endodônticos na liberação fatores de crescimento. Em seguida, conduziu-se um estudo in vitro para comparar a capacidade de um novo irrigante endodôntico que combina ácido cítrico 10% e clorexidina 1% (CACHX) em induzir a liberação de citocinas, quimiocinas e fatores de crescimento da dentina humana, seguido da mensuração da atividade da fosfatase alcalina de células tronco da polpa humana expostas a discos de dentina condicionados com o irrigante. A revisão sistemática buscou estudos elegíveis que comparassem a liberação in vitro de fatores de crescimento da dentina após o uso de pelo menos dois irrigantes endodônticos distintos. Uma extensa busca foi realizada em quatro bases de dados em 11 de agosto de 2021. As características dos estudos e os dados quantitativos foram extraídos, e uma metanálise realizada para a liberação de TGF-β1 pelo EDTA comparado a outros irrigantes. Além disso, a qualidade metodológica dos artigos foram avaliadas usando a ferramenta SciRAP. De dezesseis estudos incluídos na revisão, oito foram inseridos na metanálise, apontando maior liberação de TGF-β1 pelo EDTA 10% comparado a outros irrigantes pelo ensaio ELISA. Ensaios immunogold mostraram níveis mais altos de TGF-β1 para EDTA 17%, enquanto níveis mais baixos para EDTA 10% foram vistos quando comparado ao ácido cítrico 10%. A certeza da evidência foi classificada como “baixa” a “muito baixa”, de acordo com a abordagem GRADE. A liberação de outros fatores de crescimento é relatada, no entanto, sem evidências fortes de diferenças entre os irrigantes. Considerando o estudo in vitro, 18 dentes unirradiculares foram selecionados. Segmentos radiculares foram preparados e instrumentados, e irrigados de acordo com os 5 grupos (n=3 por grupo): água estéril, CACHX, ácido cítrico 10%, EDTA 17% e hipoclorito de sódio 2,5%. Posteriormente, os segmentos foram imersos em solução salina e incubados por 1, 7 e 14 dias. Os eluidos foram usados para um ensaio ELISA para avaliação da liberação de TGF-β1 e BMP-2, e as concentrações de 27 mediadores biológicos por XMAP (Luminex). A mensuração da fosfatase alcalina foi realizada no sobrenadante de células-tronco da polpa expostas a discos de dentina condicionados com os irrigantes testados. Os resultados mostraram um pico de liberação de TGF-β1 para o CACHX no tempo de 1 dia, significativamente maior que o EDTA 17%. A análise de BMP-2 em 1 dia mostrou picos significativos de liberação para o CACHX e para o ácido cítrico 10%. O CACHX liberou a maior quantidade de PDGF em 24 horas. TNFα, IL-1 e IL-6 mostraram concentrações semelhantes para todas as soluções testadas, enquanto IL-8 apresentou maiores concentrações com EDTA 17%. A atividade da fosfatase alcalina foi significativamente menor para EDTA 17%. Quanto a revisão sistemática, conclui-se que, em geral, há um aumento na liberação de TGF-β1 na dentina tratada com EDTA, embora a certeza “baixa” a “muito baixa” das evidências enfraqueça sua recomendação. Já o estudo in vitro mostrou que o irrigante CACHX favorece a liberação de fatores de crescimento, a modulação de citocinas inflamatórias e a atividade da fosfatase alcalina, relevantes para a prática clínica no processo regenerativo endodôntico. Além disso, demonstrou papel bioativo dinâmico crucial da dentina, funcionando como um reservatório de moléculas bioativas que podem ser liberadas em procedimentos de endodontia regenerativa. |