Avaliação dos níveis de radioatividade natural em centros urbanos e suas implicações a saúde pública

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Camila Rodrigues e
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9203
Resumo: Os seres humanos estão constantemente expostos à radioatividade natural presentes nas rochas, solos e água, proveniente principalmente de materiais da crosta terrestre que possuem na sua constituição elementos químicos pertencentes às séries radioativas do urânio e do tório. A distribuição desses elementos não é uniforme, sendo influenciada pela variação dos parâmetros físicos, geológicos e meteorológicos. Em ambientes pouco ventilados, como túneis, residências e poços profundos podem se acumular até níveis elevados, representando um risco à saúde pública. Nesse trabalho realizou-se uma avaliação da radiação natural a qual a população dos centros urbanos pode estar exposta no cotidiano, através da determinação das concentrações dos isótopos ²²²Rn, ²²⁶Ra, ²²⁸Ra, ²³²Th e ²³⁸U dissolvidos nas águas minerais provenientes do Parque Salutaris, em Paraíba do Sul, RJ, e do isótopo ²²²Rn indoor em construções de centros urbanos de médio e grande porte, em Timóteo, MG, e Rio de Janeiro, RJ, respectivamente. O radônio foi analisado com auxílio de um detector alfa portátil, RAD7, os isótopos de rádio através da espectroscopia gama e os demais radionuclídeos, tório e urânio, foram determinados por espectrometria de massa. As concentrações médias de radônio nas águas minerais variaram de 1,9 mBq L⁻¹ a 19,4 Bq L⁻¹, nos edifícios comerciais do Rio de Janeiro, de 3,8 a 79,8 Bq m⁻³, e nas residências em Timóteo, de 18,0 a 412,8 Bq m⁻³. As concentrações de ²²⁶Ra e ²²⁸Ra dissolvidos variaram entre 1,3 a 12,6 mBq L⁻¹ e 1,8 a 2,8 mBq L⁻¹, respectivamente, já as concentrações dos demais isótopos variaram entre 0,8 a 2,7 μg L⁻¹, de ²³⁸U, e 0,04 a 0,22 μg L⁻¹, de ²³²Th. Cerca de 15% dos pontos amostrados apresentaram concentração de algum elemento acima do limite estabelecido pela legislação internacional, sendo que as maiores doses efetivas de exposição à radiação foram encontradas nas residências, devido ao gás radônio, apresentando um máximo de 7,6 mSv a⁻¹, e nos poços, devido aos isótopos de rádio, cujos maiores valores foram 9,9 mSv a⁻¹, ²²⁶Ra, e 12,9 mSv a⁻¹, ²²⁸Ra.