Fertilização in vitro em mulheres com idade superior a 50 anos: aspectos clínicos e obstétricos: revisão sistemática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Bastos, Marialva Guimarães
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11358
Resumo: A mulher vem adiando a maternidade por conta de seus objetivos pessoais, profissionais, educacionais e financeiros. Ao alcançar a idade superior a 50 anos apresenta um esgotamento da população folicular ovariana. A taxa de fertilidade é desprezível e a ocorrência da gravidez espontânea é improvável. A fertilização in vitro (FIV) com doação de oócitos (DO) é o tratamento mais viável e com melhores taxas de sucesso. Estudos têm analisado o impacto da idade sobre a implantação do embrião, taxa de gravidez e aborto, utilizando FIV através da DO. Os mesmos revelam que mulheres entre 35 e 45 anos apresentam maior incidência de complicações obstétricas e perinatais. No entanto, há uma escassez de resultados de gestações nas quinta e sexta décadas de vida. O trabalho elaborou uma revisão sistemática, buscando avaliar a segurança e a coerência da indicação da fertilização in vitro em mulheres com idade superior a 50 anos e os aspectos clínicos e obstétricos decorrentes da FIV nesta faixa etária. Os estudos até o momento encontraram uma associação entre idade materna avançada e morbidades gestacionais, maternas e perinatais. A fertilização in vitro em mulheres com idade superior a 50 anos tem gerado debates em todo o mundo. O Conselho Federal de Medicina estipulou a idade limite de 50 anos para utilização desta técnica de reprodução no Brasil. Pelos estudos encontrados, a FIV por doação de oócitos é um método eficaz e seguro. Não há evidências que justifiquem a limitação da FIV em mulheres com idade superior a 50 anos