Gestão da dor realizada por enfermeiros em uma unidade cirúrgica ortopédica: implementação de melhores práticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Fontes, Bárbara Ventura
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/36277
Resumo: Introdução: O gerenciamento inadequado da dor pode levar ao estresse fisiológico devido à dor contínua e quando ocorre no pós-operatório aumenta o risco de complicações e um período de reabilitação mais longo. A equipe de enfermagem exerce um papel fundamental na gestão da dor porque são os profissionais de saúde que atuam na primeira linha no atendimento e por vezes os primeiros a avaliarem a dor do paciente, sendo assim a avaliação e o cuidado da dor são habilidades essenciais e fundamentais para a qualidade do cuidado de enfermagem ao paciente. Objetivo:Implementar um plano de melhorias para gestão da dor realizada por enfermeiros com matriz de priorização das ações. Método: Trata-se de um estudo de implementação com desenho do tipo antes e depois, realizado no período de 2022 a 2024 e tem como base o Modelo de Implementação do JBI, em um instituto nacional para cirurgias ortopédicas. A abordagem para implementação está fundamentada no processo de auditoria, feedback, re-auditoria e uma abordagem para a identificação e gestão das barreiras à mudança e é dividida em 7 fases. Para realizar as auditorias foram utilizadas evidências das melhores práticas para gestão da dor. Os participantes do estudo foram os enfermeiros que atuam nas unidades de cuidado perioperatório adulto, pacientes internados no período da coleta de dados e foi realizada auditoria nos prontuários dos pacientes participantes do estudo. A partir dos resultados da auditoria de base foi elaborado um plano de melhorias para as práticas de enfermagem utilizadas na gestão da dor em pacientes cirúrgicos ortopédicos, e desenvolvidos produtos para os enfermeiros (Curso em plataforma institucional) e pacientes (Material educativo). Resultados: A auditoria de base foi realizada com 18 enfermeiros, 30 pacientes e em 30 registros de prontuários. Nas entrevistas com pacientes 60% relataram ter a dor reavaliada após qualquer medida de alívio e 33% sentiram necessidade de receber mais medicamento para controle da dor, ao compararmos com a resposta dos enfermeiros 100% responderam realizar um cuidado individualizado, enquanto que na auditoria de prontuário, 30% apresentavam registro das metas e planos de tratamento individual para o controle da dor pós-operatória. Com relação ao uso de terapia multimodal e uso de práticas não farmacológicas, 100% dos enfermeiros afirmaram que utilizam na prática, mas o registro só ocorreu em 6,7% dos prontuários. Após a implantação dos produtos desenvolvidos, foi realizada uma auditoria de seguimento e foi observado o aumento da conformidade do registro de intervenções não farmacológicas para 26,6%, cuidado individualizado para 76,6%. Os itens de auditoria que não atingiram a conformidade, serão acompanhados para garantir a sustentabilidade da mudança. Conclusão: O estudo alcançou a melhoria no cumprimento das melhores práticas no manejo da dor pós-operatória, principalmente nos registros de prontuários, além de identificar novas oportunidades para a sustentabilidade das melhores práticas. Produtos: Plano de melhorias para a gestão da dor realizada por enfermeiros com matriz de priorização das ações; Curso de Gestão da Dor na plataforma de aprendizagem virtual da instituição e cartilha educativa para pacientes.