O contrato de comunicação da (re)adaptação: uma análise do "Dom Quixote das crianças" em quadrinhos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Monforte, Joyce Silva Dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9973
Resumo: Muito se tem discutido sobre a validade da leitura de adaptações de clássicos literários, tendo em vista a restrição que a adaptação pode representar em relação ao texto original. No entanto, de acordo com Formiga (2009) e Hutcheon (2013), as adaptações consistem numa nova maneira de apreender o cânone, o qual, em meio a um novo contexto de produção e recepção, reveste o discurso da obra inspiradora em uma nova roupagem. Compreendendo, assim, a adaptação como recurso que permite o retorno ao passado mediado por uma nova situação de comunicação, este estudo tem como objetivo analisar o contrato de comunicação da obra Dom Quixote das Crianças em quadrinhos, de André Simas (2012), a partir da explicitação dos possíveis efeitos de sentido que são suscitados pela materialidade verbo-visual dos quadrinhos que remete a saberes extralinguísticos necessários à interpretação do texto. Com a análise, pretende-se evidenciar o quanto os fatores externos à linguagem, como a identidade dos sujeitos, seus possíveis conhecimentos de mundo, intenções, podem (re)significar o discurso que perpassa a obra, permitindo (ou não) a interação entre leitor e texto. A fim de atingir os objetivos visados, este estudo parte do princípio de que toda comunicação é regida por um contrato comunicativo o qual tem como base os sujeitos da linguagem (interlocutores) em uma dada situação de comunicação, segundo postula a teoria Semiolinguística, de Patrick Charaudeau (2008)