Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
BERNARDES, Karinne Borges |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação: Mestrado - Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade
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Departamento: |
IRN - Instituto de Recursos Naturais
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/2101
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Resumo: |
O crescimento demográfico de Piranguinho, apontado para zona urbana, contrapõe-se ao fato de que a área legalmente destinada à zona urbana é espaço notadamente menor que a zona rural. Os espaços urbanos e rurais estão interligados, fazendo-se necessária a reflexão acerca da “urbanização no rural”, na busca da compreensão das ameaças sofridas pelas investidas do urbano no “espaço de vida” rural, dando voz aos sujeitos que têm a terra como instrumento de reprodução econômica e social. Esses sujeitos são os agricultores e agricultoras familiares, denominados unidades familiares e suas perspectivas sobre o espaço rural ocupado, como modo de reforçar as formas de viver e existir dessa população, contribuindo para o real desenvolvimento local. O objetivo deste trabalho é compreender como o fracionamento do espaço rural, com finalidade de exclusiva moradia, ameaça a agricultura de base familiar no município de Piranguinho, afetando as atividades agropecuárias e o desenvolvimento rural. O fracionamento do espaço rural em áreas menores que o módulo rural dificulta ao ocupante da terra o sustento pela atividade rural em terra própria e incentiva a pressão imobiliária, afetando o desenvolvimento local. Os objetivos específicos da pesquisa são explicar de que forma o fracionamento do espaço rural com destinação de exclusiva moradia interfere nas práticas de atividades agropecuárias dos agricultores e agricultoras familiares e nos “espaços de vida” dessa população; assim como identificar os bairros rurais com maior fracionamento do espaço e os motivos deste fracionamento pelas abordagens de classificação do espaço urbano-rural e do desenvolvimento rural. A pesquisa é qualitativa, com dados quantitativos em virtude de se tratar o sujeito de estudo de todas as unidades familiares do município de Piranguinho. Os dados foram coletados em 102 unidades familiares agricultoras do município, bem como junto ao técnico de assistência e extensão da EMATER local, por meio de entrevistas de roteiro semiestruturado, que aconteceram entre maio e setembro de 2019. Em análise aos dados apresentados, verificou-se que as unidades familiares sofrem ameaças pelo fracionamento do espaço rural em áreas inferiores ao módulo rural com finalidade de exclusiva moradia, provocando a diminuição das águas, diminuindo os espaços de produção, diminuindo a segurança, aumentando a pressão imobiliária sobre a terra e diminuindo a mão de obra rural. Todas essas modificações que trazem alteração no “espaço de vida”, imbricadas com a desvalorização dos produtos e da própria agricultura familiar deve ser objeto de reflexão. |