Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
MORAIS, Diego Caproni de
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Orientador(a): |
SOUSA, Frederico Barros de
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Itajubá
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação: Doutorado - Multicêntrico em Química de Minas Gerais
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Departamento: |
IRN - Instituto de Recursos Naturais
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/3931
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Resumo: |
No presente trabalho é documentada a obtenção de matrizes poliméricas de poli-ε-caprolactona (PCL), polimetilmetacrilato (PMMA) e poli (ácido láctico-co- ácido glicólico) (PLGA), polímeros biocompatíveis que já são comumente utilizados em sistemas médicos. A esses polímeros foram adicionadas substâncias como o fármaco anti-inflamatório e antibacteriano sulfadiazina de sódio (SDS) e o composto supramolecular formado pelo fármaco e pela hidroxipropil-β-ciclodextrina (HPCD), com a finalidade de montagem de um sistema de liberação de fármaco via transdérmica. A técnica utilizada para obtenção destas membranas poliméricas foi a eletrofiação, sendo a formação das fibras e suas características morfológicas observadas previamente por microscopia ótica. Em seguida a formação das fibras poliméricas e suas distribuições de diâmetro médio avaliadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV). As características de hidrofobia e hidrofilia dos materiais foram caracterizadas pela técnica de medida de ângulo de contato da água com a superfície dos materiais, bem como pelas análises de permeabilidade ao vapor de água. Previamente ao teste de liberação, extrações foram feitas a fim de quantificar a presença do fármaco nas membranas poliméricas. Após feita a quantificação foram realizados testes de liberação para descobrir o perfil de liberação que é associado a esse material e se a quantidade liberada durante o período de teste será efetiva para o objetivo principal que é a obtenção de uma matriz polimérica para liberação transdérmica. Posteriormente a isso foram feitas avaliações de viabilidade celular, a fim de constatar a possível toxicidade do material. Também foi realizado o teste de ranhura (wound healing), que simula o processo de cicatrização através da proliferação dos fibroblastos. Outra análise biológica realizada foi o ensaio de atividade antibacteriana, para mensurar a capacidade do material em reduzir a carga microbiana das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli. A caracterização por MEV, demonstrou que as fibras obtidas estão com diâmetros em escala nanométrica e micrométrica e as análises de ângulo de contato indicaram que as fibras de PCL e PMMA, mesmo com a presença de moléculas hidrofílicas, como o fármaco e a HPCD, apresentaram caráter hidrofóbico, enquanto as fibras de PLGA apresentaram caráter hidrofílico, tanto para as fibras do polímero quanto quando adicionadas as moléculas supracitadas. As quantificações das extrações, apresentaram um erro que pode ser atribuído a questões experimentais ou a não uniformidade de distribuição do fármaco pela membrana. Os valores de liberação demonstraram que as fibras de PLGA E PMMA são promissoras para ser utilizadas, pois apresentaram perfis que demonstram ser promissores. O teste de viabilidade celular demonstrou que todas as membranas poliméricas foram consideradas não tóxicas. No teste de ranhura, os resultados demonstram que os sistemas que contêm especialmente os sistemas supramoleculares SDS/HPβCD, aceleram o processo de proliferação celular, quando comparados ao polímero livre ou carregado somente com SDS. A membrana que apresentou melhores resultados foi a de PLGA SDS/HPβCD. Nos ensaios antimicrobianos novamente a membrana PLGA SDS/HPβCD foi a que apresentou menores valores de carga microbiana e maior valor de halo de inibição. |