Ação cicatrizante do óleo de andiroba associado à cera de abelha Apis mellifera em feridas cutâneas de ratos Wistar.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: PEREIRA, Ednilda Firmino.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar - CCTA
PÓS-GRADUAÇÃO EM SISTEMAS AGROINDUSTRIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/20743
Resumo: A cicatrização é um processo complexo, fisiológico, dinâmico, contínuo e interdependente que ocorre em todos os tecidos e com o intuito de acelerar a reparação tecidual têm sido usadas pela população substâncias naturais, dentre tais temos o óleo de andiroba e a cera de abelha. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a ação cicatrizante da administração tópica do óleo de andiroba associado à cera de abelha Apis mellífera em feridas cutâneas de ratos Wistar. Foram utilizados 28 ratos Wistar, distribuídos aleatoriamente em sete grupos, com 4 animais. Após aplicação do anestésico, foi produzida uma lesão cutânea na região dorsal em cada animal seguida imediatamente do tratamento, G1 (grupo controle), G2 (emulsão aniônica q.s.p 25g), G3 (cera de abelha a 2%), G4 (óleo de andiroba a 5%), G5 (óleo de andiroba a 10%), G6 (óleo de andiroba a 5% associado à cera de abelha), G7 (óleo de andiroba a 10% associado à cera de abelha), avaliados nos dias 0, 4, 7, 14 e 21. As variáveis investigadas foram a análise clínica (peso e temperatura), avaliação macroscópica seguindo escores (cor, presença ou ausência de exsudato, hiperemia, edema e crostas) e avaliação morfométrica, onde foi possível verificar a diminuição gradativa da área das lesões cutâneas em todos os grupos no decorrer do estudo. No dia 4, os grupos (G2, G3 e G4) em relação ao G1 não apresentou significância, enquanto os grupos (G5 = 0,79±0,22, G6 = 0,54±0,33 e G7 = 0,61±0,03) apresentaram diferença estatisticamente significativa em relação ao G1 = 1,59±0,38; de: p<0,05 e p<0,01, respectivamente. Já no dia 7, nos grupos (G3 = 0,42±0,27, G4 = 0,02±0,00, G5 = 0,13±0,07, G6 =0,13±0,03 e G7= 0,00±0,00) verificou-se uma diferença estatística em relação ao G1 = 1,11±0,39 de: p<0,01 e p<0,001. Entretanto, as áreas das feridas cutâneas tratadas com o óleo de andiroba a 5% e 10%, puro ou associado à cera de abelha, quando comparados entre si nos dias 4 e 7 não apresentaram diferença estatisticamente significativa. Porém, observou-se que no 7° dia de avaliação as feridas tratadas com o composto óleo de andiroba a 10% associado à cera de abelha, apresentaram cicatrização total das feridas com 100% de contração tecidual. Em conjunto, os resultados da pesquisa permitiram concluir que a aplicação tópica do óleo de andiroba puro ou associado à cera de abelha contribuiu com o processo e a qualidade do reparo tecidual no modelo animal principalmente na concentração a 10% associada à cera de abelha.