Creche: o debate entre Estado e classes - definição de uma política para as crianças.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1985
Autor(a) principal: VIANA, Terezinha de Camargo.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/4813
Resumo: Este trabalho se insere no debate que esta sendo levado a nível da sociedade brasileira em tomo da gestão social do cuidado, guarda e educação das crianças de G a 6 anos, debate este que se expressa numa política de creches. Mantendo como contraponto a análise da questão creche na sociedade contemporânea e, especificamente no Brasil, procura-se identificar - numa cidade de porte médio do Nordeste (Campina Grande) - os fatores que têm impulsionado/obstaculizado a expansão desse serviço coletivo, a partir do movimento que se estabelece entre Estado e classes, no período compreendido entre 1970 e 1984. Esta análise comporta dois momentos. Primeiramente, problematiza-se o porquê da não existência de creches enquanto infra-estrutura de apoio à trabalhadora assalariada, situando a análise no quadro da evolução socioeconômica da cidade, do seu mercado de trabalho e da contraposição da interesses dos diferentes atores envolvidos (trabalhadores/as, empresários, organizações classistas e mesmo organismos estatais). Num segundo momento, busca-se entender as determinações da intervenção do Estado, que ao ampliar, recentemente, a rede de creches, toma como referência não as condições de trabalho da mulher, mas as condições de vida da família; procura-se explicitar o móvel e o conteúdo dessa atuação, bem como as formas de mediação entre o Estado e a população a quem são dirigidos os serviços.