Falando em leitura, poesia e amor com alunos egressos da Educação de Jovens e Adultos: um estudo de caso.
Ano de defesa: | 2006 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Humanidades - CH PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINO UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/9647 |
Resumo: | Ha bastante tempo, inúmeras pesquisas vem mostrando que o ensino de Literatura e marcado por protocolos e convenções que circulam na escola, onde o texto literário e pretexto para o reconhecimento de fatos históricos e/ou figuras ou funções de linguagem (LAJOLO, 1988). Esse quadro pouco alentador toma-se mais preocupante quando o texto escolhido para a realização dessas atividades e a poesia que não ocupa lugar de destaque no fazer pedagógico de muitos professores. Diante disso, esta pesquisa objetiva mostrar que e possível despertar o gosto pela leitura de poesia desde que as atividades desenvolvidas sejam pensadas, sistematizadas e, quando necessário, reformuladas. Entretanto, procurar apresentar abordagens diferentes para o trabalho com o texto literário em sala de aula e uma tarefa árdua, devido não só a falta de estímulos tanto do professor quanta dos alunos, mas também devido a necessidade de reformulação de velhas praticas e concepções errôneas sobre o papel que a literatura deve ocupar no cenário educacional. Consciente disso, procurei desenvolver com alunos egressos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) atividades de leitura de poesia. A partir da observação das reações desses alunos diante dos poemas lidos e da reflexão sobre as respostas deles a um questionário, uma das conclusões a que cheguei e que o gosto pelo literário pode ser, sim, despertado a partir de atividades desenvolvidas em sala de aula. Por outro lado, o que não e possível de ser garantido e a sua permanência fora dos muros da escola. Diante disso, reitero que, assim como brincar, assistir a televisão, ler revistas de fofocas são, para os alunos-colaboradores desta pesquisa, necessidades imperiosas, a literatura pode se tornar uma dessas necessidades desde que o trabalho com o texto literário se tome uma pratica efetiva inserida no cotidiano da sala de aula, uma vez que os dados coletados levam a crer que parece que e só no espaço escolar que muitos dos alunos tem acesso a esse bem simbólico que e a literatura, e não podemos, como ensina Candido (1995), negar-lhes este direito. |