Obtenção de biomaterial para liberação de fenticonazol, no tratamento da vaginite fúngica.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: GOMES, Venturielso Ventura.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/16431
Resumo: A vaginite fúngica é um processo infeccioso e/ou inflamatório do trato geniturinário inferior feminino. No tratamento são usados antifúngicos por via oral e vaginal, dentre eles o Fenticonazol. Sistemas de liberação de fármaco vêm sendo utilizados como uma alternativa de tratamento eficaz, diminuindo os efeitos colaterais. Este trabalho objetivou obter, avaliar e caractetizar um biomaterial para liberação intravaginal do fenticonazol. Foram obtidos “scaffold” de quitosana/fenticonazol/gelatina na forma de óvulos utilizando o método de liofilização. As amostras foram neutralizadas com hidróxido de amônia e caracterizadas por Microscopia Ótica (MO), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Espectroscopia por Energia Dispersiva de Raios X (EDS), Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Grau de intumescimento e Biodegradação. Por meio do ensaio de MO e MEV observou-se que a adição de gelatina e do fármaco alterou a morfologia das amostras, contribuindo para densificação e consequentemente no tamanho dos poros dos arcabouços. A Espectroscopia de Energia Dispersiva de Raios X e a Espectroscopia na Região do Infravermelho por Transformada de Fourier comprovaram a incorporação do fármaco. O Grau de Intumescimento foi maior na amostra quitosana/fármaco o qual se justifica pelas estruturas em aspecto de rede ou fibrilares. Quanto ao ensaio de Biodegradação, observou-se que as amostras quitosana/fármaco apresentaram menor perda de massa quando comparado com as demais amostras. Desta forma pode-se concluir que foi possível obter um biomaterial utilizando polímeros biodegradáveis com sistema liberação de fenticonazol.