Mecanismos poupadores como ferramentas de resiliência urbana e de apoio à gestão sustentável do abastecimento de água.
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/13224 |
Resumo: | A gestão eficiente das águas urbanas é uma necessidade imediata em cidades de diferentes regiões do mundo, levando-se em conta os graves impactos relacionados ao crescimento da demanda de água nos mais diversos setores, e a dependência das cidades de uma única fonte hídrica. Esses impactos reforçam a urgência de articulações com vistas a uma integração entre os sistemas de planejamento urbano e de recursos hídricos, para que estes sejam capazes de se desenvolver com uma maior resiliência. Campina Grande, cidade de médio porte do semiárido brasileiro, objeto deste estudo, é expressão dessa desarticulação, tendo, historicamente, vivenciado crises relativas à disponibilidade hídrica para os diversos usos urbanos. O objetivo deste trabalho é quantificar o impacto em termos de consumo de água causado pela implantação de um complexo multimodal na área periurbana de Campina Grande, especificamente das tipologias construtivas residencial e industrial do complexo, e apresentar uma possibilidade de promover sistemas mais adaptáveis a perturbações a partir do emprego de ferramentas de gestão de demanda de água, como os mecanismos poupadores de consumo. Para tanto, foram selecionados seis tipos de mecanismos poupadores, e realizada a estimativa da demanda de água para as diferentes tipologias do complexo, sendo simulada para um cenário convencional e outros cenários resilientes, sendo estes últimos providos dos mecanismos poupadores escolhidos. A partir da análise dos cenários de gestão, os resultados indicaram que a utilização desses mecanismos reduz em até 48% o consumo final de água no complexo habitacional e até 52% no complexo industrial. Verificou-se que o componente industrial do complexo apresenta um consumo expressivamente superior ao das demais tipologias e que, como há previsão de implantação gradual de outras atividades industriais, esse consumo apresenta grande possibilidade de crescimento. Observou-se para este caso de estudo, a inexistência de uma preocupação em proporcionar a autossustentabilidade em relação à água, apesar do contexto de vulnerabilidade hídrica que possui a cidade de Campina Grande. Com base neste fato, sugere-se a previsão, na legislação urbanística do município, de instrumentos que possam consolidar a obrigatoriedade de mudanças nos padrões construtivos e de comportamento da população, no sentido do uso consciente e sustentável da água. |