Crescimento da bananeira nanica (Musa sp.) sob diferentes qualidades de água de irrigação.
Ano de defesa: | 1990 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/3816 |
Resumo: | O presente estudo teve como objetivo estudar os efeitos de diferentes níveis de salinidade e tipos de água no crescimento da bananeira nanica e nas características químicas do solo. O trabalho foi desenvolvido em casa de vegetação, utilizando-se um solo aluvial eutrófico de textura franco arenosa e adotando-se um delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial, com 4 repetições. Estudou-se dois tipos de água ( predominantemente bicarbonatadas ou cloretadas) e quatro níveis de salinidade (concentrações de 2, 10, 25, e 40 meq/1), preparadas adicionando-se volumes adequados de NaHCO3, CaCl2, MgCL2 e NaCl na água utilizada para testemunha (2meq/l), mantendo-se a proporção de 7:3 ou vice-versa entre HCO3 e Cl e a relação de 7:1, 5:1,5 entre Na, Ca e Mg, respectivamente. As mudas de bananeira foram plantadas em recipientes plásticos (32x16cm) contendo 16kg de solo e irrigadas com as respectivas águas durante 150 dias. Em intervalos mensais, o volume de água utilizado nas irrigações era ajustado de tal forma que permitia uma lixiviação equivalente a 10% da água utilizada no período. Os resultados mostraram que o crescimento da bananeira não foi afetado significativamente pelos tipos de água utilizados, no entanto, para níveis de salinidade verificou-se reduções significantes em todas as variações estudadas (altura de planta, diâmetro do pseudocaule, áreas foliares e pesos secos das partes aérea e radicular), sendo que os efeitos mais drásticos foram observados em concentrações a aprtit de 25 meq/l. Entre as variáveis estudadas, o peso sedo da raiz foi a mais afetada por níveis de salinidade, mostrando uma redução de até 93% no tratamento com 40 meq/l, em relação a testemunha. A salinidade de água, além de reduzir o tamanho da folha, provocou um atraso de até 8 dias na sua abertura completa. Quanto aos teores de elementos (N, P, K, Ca, Mg, S, Mn, Fe, Cu, Zn, Na e Cl) na folha, aos 150 dias, os tipos de água só tiveram influências significativas nos teores de Na e Cl, enquanto os níveis da salinidade. Os volumes de água utilizados pela bananeira foram influenciados negativamente pelos níveis de salinidade. Nos tratamentos irrigados com águas a partir de 10 meq/l as folhas tornaram-se cloróticas e/ou necróticas, observando-se efeitos mais drásticos nos tratamentos mais salinos e em proporções maiores nas águas bicarbonatadas. As análises de solos, após experimento, revelaram uma acumulação significante de sais nos tratamentos com concentração a partir de 10 meq/l e em proporções maiores nas águas cloretadas. |