Representações de professores sobre currículo no período de transição das aulas presenciais ao ensino remoto em contexto de pandemia.
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Humanidades - CH PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINO UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/26140 |
Resumo: | Esta pesquisa, situada no âmbito da Linguística Aplicada, foi desenvolvida durante a fase inicial da pandemia de COVID-19, que instaurou um cenário de crises nas várias esferas sociais. Na educacional, uma das medidas implementadas para conter a propagação do vírus e manter o funcionamento das escolas foi o ensino remoto. Entendemos que a transição das aulas presenciais às remotas on-line impactou nas condições materiais, físicas e psicológicas dos profissionais, assim como nas representações sobre si, a profissão e o currículo. Mediante a esse entendimento, esta dissertação de mestrado busca responder ao seguinte questionamento: Que representações sobre currículo são produzidas por professores atuantes na condição de ensino remoto durante o período de transição das aulas presenciais às remotas? Para respondê-lo, delimitamos como objetivo geral: analisar representações profissionais sobre currículo apresentadas por professores atuantes no ensino remoto, durante o período de transição das aulas, no contexto pandêmico. Em função deste, os objetivos específicos são: a) Identificar representações profissionais sobre currículo subjacentes às reflexões de professores em atuação no ensino remoto no contexto pandêmico; b) Caracterizar o processo de ancoragem e de objetivação de representações profissionais sobre currículo apresentadas por professores atuantes no ensino remoto no contexto pandêmico. Teoricamente, partimos de autores que estudam sobre representações sociais, representações profissionais e currículo, dentre os quais, destacamos as contribuições de Blin (1997), Jodelet (2001), Moscovici (2007), Sacristán (2000), Silva (2001), entre outros. Metodologicamente, esta investigação se insere no quadro analítico do paradigma qualitativo descritivo- interpretativista, realizando uma pesquisa netnográfica, que se utilizou de um grupo de reflexão on-line como técnica de geração de dados. A análise está organizada em duas etapas. Na primeira, os dados são processados pelo software IRaMuTeQ, na segunda, são lidos em profundidade pelo pesquisador. Esse duplo processamento revela que os colaboradores entendem o currículo como um artefato prescritivo e ideológico, que aparentemente regula e legitima a rotina escolar, mas que é também uma prática emergencial no cenário de transição das aulas. Quando o grupo docente é solicitado a definir o currículo, os colaboradores o definem como histórico escolar/profissional, objeto orientador ou eixo articulatório da instituição escolar; quando convidado a refletir sobre esse artefato durante as sessões, os docentes descrevem as práticas que realizam no ensino remoto como uma forma de o compreenderem; quanto à percepção, os colaboradores referem-se a um (não)currículo ao indiciar a ausência de documentos para o contexto de ensino focalizado. Esses dados nos levam a desvelar a existência de uma representação profissional sobre currículo, designado como uma prática conascente ao ensino remoto. O processo dessa representação pode ser caracterizado pela figura de um “andaime”, posto que aparenta sustentar-se no conhecimento prévio dos colaboradores sobre currículo na dinâmica do ensino presencial, alinhado aos discursos reconhecidos por instituições de formação e de trabalho, o qual parece ser rearranjado em função do ensino remoto, com foco nas práticas exequíveis pelos docentes. Essa representação desvela um currículo que tende a priorizar laços de pertencimento entre atores educacionais. |