Armazenagem refrigerada de umbu (Spondias tuberosa Arruda Câmara): alterações das características físicas e químicas de diferentes estádios de maturação.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: ALMEIDA, Mércia Melo de.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/2777
Resumo: Neste trabalho foi estudado as alterações físicas e químicas dos umbus semi-maduros e maduros, durante o armazenamento sob refrigeração de 5, 10 e 15°C e umidade relativa variando de 90 a 95%, com o objetivo de verificar o tempo de vida útil do fruto, durante o período de armazenamento. O estudo do armazenamento foi realizado em duas etapas: 1) Os frutos semi-maduros e maduros, provenientes de Juazeirinho-PB, foram selecionados, tratados com hipoclorito de sódio (20ppm) e acondicionados em recipientes de poliestireno e cobertos por filmes plásticos de PVC. Posteriormente foram armazenados em câmaras de refrigeração controladas às temperaturas de 5, 10 e 15°C (90 - 95% U.R.). Foram feitas determinações dos diâmetros, volume, esfericidade e massa específica dos umbus semi-maduros e maduros no início do armazenamento e a cada 15 e 30 dias; 2) Os frutos colhidos em São Vicente do Seridó-PB foram submetidos a todas as operações descritas anteriormente, exceto a operação de lavagem, que foi realizada com o produto fungicida benomyl (lg/1). Os períodos de armazenamento em que se determinou o pH, acidez, sólidos solúveis totais, consistência e perda de peso dos frutos foram: 0, 3, 6, 9, 12 e 15 dias para o umbu maduro; e 0, 6, 12, 18, 24 e 30 dias para o umbu semi-maduro. As determinações dos açúcares totais e redutores foram feitas no início do armazenamento e a cada 7, 14, 21, 28 e 35 dias para o umbu semi-maduro e 4, 8, 12 e 16 dias para o umbu maduro. De acordo com os resultados obtidos concluiu-se que: a) Os umbus semi-maduros e maduros, conservados às temperaturas de 5, 10 e 15°C, tiveram uma redução no seu diâmetro médio e no volume, durante o período de armazenamento. Em decorrência deste fato, foram observadas alterações na esfericidade e na massa específica dos umbus, b) As maiores perdas de peso e de consistência dos umbus semi-maduros e maduros, durante o período de armazenamento, foram observadas quando conservados à temperatura de 15°C; c) A coloração dos umbus semi-maduros, armazenados à temperatura de 10 e 15°C, foi alterada nos primeiros 15 dias de armazenamento, e na temperatura de 5°C houve uma mudança irregular na coloração, indicando injúria causada pelo frio. Os frutos maduros tiveram pequenas alterações na sua coloração, quando submetidos às temperaturas de 5, 10 e 15°C; d) Os níveis de pH, sólidos solúveis totais e açúcares não-redutores dos umbus semimaduros e maduros tendem a diminuir, e os níveis de acidez desses frutos tendem a aumentar, durante o período de armazenamento, para todas as temperaturas estudadas; e) Os açúcares redutores do umbu semi-maduro aumentam até os 7 dias de armazenamento, e depois desse período tendem a manter-se constante, e nos frutos maduros tendem a aumentar aos 8 dias, decrescendo em seguida; f) Os açúcares totais dos umbus semi-maduros e maduros tendem a aumentar até os 14 e 8 dias, respectivamente, decrescendo em seguida; g) Os umbus semimaduros são melhor conservados à temperatura de 10°C, por um período de 30 dias; h) Os umbus maduros se conservam melhor a 5°C, com possibilidade de conservação por um período de 15 dias; i) Os gêneros de fungos identificados nos umbus semi-maduros e maduros, durante o período de armazenamento, foram o Colleíroíichum, Cladosporium, Sphaceloma e Aspergillus, sendo que a maior incidência de fungos ocorreu à temperatura de 15°C.