Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Lopes, Felipe Ricardo Vieira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/74356
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Resumo: |
O século XX é de intensa mobilização das lutas dos movimentos negros tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo. Dentro desses movimentos se encontra a imprensa negra, combativa e atuante desde o século XIX. Aqui dialogo com os(as) jornalistas do periódico O Exemplo, entre os anos 1902 até 1911, para compreender como estes sujeitos contaram o mundo em que viveram, como pensaram sua cidade de Porto Alegre-RS, a sociedade, as experiências e expectativas da cidadania. Assim, será discutido como as pessoas negras aparecem na imprensa no início do século XX nas páginas do jornal O Exemplo, pouco mais de 10 anos após ser promulgada a abolição da escravatura. Partindo dos relatos selecionados por quem escreveu a folha existe a possibilidade de compreender as circulações das pessoas, das ideias e dos jornais pelas ruas, associações, casas da cidade de Porto Alegre – RS. Ao ter acesso a escrita dos(as) intelectuais negros(as) outros embates aparecem, um deles é a violência linguística denunciada como aparato de desumanização e de exclusão social em outros veículos de comunicação da cidade. Esse uso da linguagem se referia principalmente às formas pelas quais as pessoas negras eram caracterizadas nos grandes jornais que circulavam na mesma época, que os enclausuram em imagens pejorativas de servidão, ameaça e incapacidades múltiplas, gerando o conceito por eles elaborado de Estilo de senzala. Ao fazerem essa denúncia, os jornalistas não se limitam apenas em questionar as fantasmagorias que estavam sendo postas sobre a população negra local, pois, nessa disputa pela e na linguagem, começam a tecer o chamado substantivo negro. Nesse processo, inventam sua própria identidade e buscam através dela sua humanidade e cidadania, demonstrando não serem prisioneiros da história, mas sim agenciadores dela. |