Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Silva, Maria Aurislane Carneiro da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/73989
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Resumo: |
Esta pesquisa objetiva analisar através da paisagem as dimensões simbólicas proporcionadas pela devoção à Menina Benigna enquanto mobilizadora de dinâmicas paisagísticas e seus desdobramentos religiosos, políticos e sociais em Santana do Cariri- CE e Região metropolitana. Em vida, Benigna possuía relações de proximidade com o catolicismo, mas tornou-se santa popular, quando aos 13 anos, foi vítima de um feminicídio em defesa de sua honra no dia 24 de outubro de 1941. Desde o martírio, milagres vêm sendo associados à sua imagem. Em 2011 teve início o processo que a concedeu o título de primeira beata cearense. As preparações para o aprimoramento da festa religiosa e da romaria contam com a aliança entre a igreja e o poder público que articulam estratégias político-religiosas e turísticomidiáticas em função da história, da devoção e do simbolismo cívico-religioso que representa Benigna. Considerada heroína da castidade, tem sido utilizada como símbolo da luta contra o feminicídio e da violência contra a mulher, assunto que abre reflexões sobre a suas composições geossímbolicas e da renovação imagética em função das questões sociais, políticas, patrimoniais que dela irradiam. O estudo parte da análise da paisagem pelos significados e textos que a compõem (COSGROVE, 1998); (DUNCAN, 2004) tendo por base uma leitura da Geografia cultural, com enfoque na religiosidade popular, nos elementos geossimbólicos e na dinâmica paisagística regional, apoiando-se em autores como Corrêa e Rosendahl (2001), Bonnemaison (2012), Andreotti (2012), Oliveira (2012), Rocha (2018) dentre outros. O simbolismo feminino e suas formas de arquétipos relacionados com as devoções religiosas também serão evidenciadas partindo das ideias de Jung (2000) e Neumann (1955). Metodologicamente esta pesquisa tem sua base qualitativa pensando na trilogia pré-campo, emcampo e pós-campo aplicada por meios da análise documental e bibliográfica que também dialoga com fonte digitais, jornalísticas (Blog, Instagram e YouTube) e veículos oficiais. O trabalho de campo conta com visitas aos espaços de Benigna, entrevistas semiestruturadas com representantes políticos-administrativos, devotos, visitantes, representantes religiosos e pessoas comuns. Registros fotográficos e audiovisuais, bem como mapas cognitivos e outros materiais cartográficos que serão ferramenta de sistematização das ideias e organização dos resultados (OKADA, 2008). Contudo, os produtos desta pesquisa consideram as manifestações religiosas, as repercussões sociais e as tensões de um fenômeno em difusão devocional. |