A utilização de medicamentos na atenção à saúde, em nível domiciliar, no município de Fortaleza

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1998
Autor(a) principal: Fernandes, Maria Eneida Porto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/50635
Resumo: Através de um estudo transversal, este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de mensurar, em nível domiciliar, a participação dos medicamentos nas alternativas de atenção à saúde no que se refere a sua utilização e despesas no Município de Fortaleza. Foi realizado com seleção aleatória de 29 bairros, 58 setores censitárlos e uma amostra representativa de 384 domicílios, utilizando entrevistas estruturadas, registradas em questionário devidamente codificado, respondidos pelo chefe de família, ou outro que exercesse esse papel. Ao todo as famílias dos domicílios possuíam 1,874 membros, dos quais 25,8% apresentaram algum problema de saúde no mês anterior às entrevistas, com maior concentração entre as faixas extremas, compreendidas pelos maiores de 60 anos e crianças com até 5 anos de idade. Entre os doentes, 79,2% optaram por um tipo de tratamento, enquanto 16,8% buscaram vários meios nas alternativas informal, profissional e popular de assistência à saúde. Observou-se que 40,3% utilizaram o autotratamento como primeira opção de ajuda e entre os que procuraram um segundo tratamento 67,4% tinham se automedicado no anterior. Aproximadamente 88% dos que utilizaram a alternativa profissional (setor médico) receberam prescrições de medicamentos, que foram dispensados gratuitamente (24,3%) pelas unidades públicas de saúde, enquanto 28,3% não tiveram acesso aos medicamentos receitados, em grande parte dos casos (87,8%), por questões financeiras. A despesa familiar mensal com assistência à saúde foi de R$ 43,13 (38% do salário mínimo vigente), com maior participação percentual dos medicamentos (55,5%), cujas despesas foram de R$ 23,95 ou 21,4% do salário mínimo nacional. A manutenção de farmácias caseiras esteve presente em 85,7% dos domicílios, cujo estoque médio ficou situado em torno de 6 especialidades farmacêuticas e 28 unidades de medicamentos para serem reutilizados no meio familiar.