Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Mourão, Lorrana Caliope Castelo Branco |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
www.teses.ufc.br
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/12982
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Resumo: |
As práticas de preconceito e de tolerância dentro das escolas públicas vêm sendo bastante discutidas na sociedade e na comunidade acadêmica. Entendemos o preconceito como uma prática que tende a universalizar estereótipos. A tolerância é um termo bastante ambivalente que possui diversos significados: pode sugerir uma aceitação, respeito, renúncia, indiferença, benevolência, coexistência pacífica, dentre outros. Em tempos em que é necessário aceitar e entender o outro, a palavra tolerância pode surgir com um tom eufêmico e brando, enquanto os preconceitos podem reforçar a repetibilidade dos estereótipos. Neste sentido, não se trata de matar, enfrentar, rivalizar, amar ou odiar o outro, mas sim produzi-lo com base em um saber que diz o que o sujeito é; e um poder que sanciona, normaliza e disciplina os corpos. Esta dissertação analisa as práticas de preconceito e de tolerância no contexto de uma escola pública de Fortaleza localizada no bairro Mucuripe. Através da modulação preconceito-tolerância, fazemos uma discussão do outro como uma questão filosófica e política, utilizando o referencial teórico de Michel Foucault, Carlos Skliar, Tomaz Tadeu da Silva, dentre outros. A proposta teórico-metodológica utilizada é a pesquisa-intervenção, através dos seguintes dispositivos: observações informais, diário de bordo e oficinas. Os sujeitos participantes da pesquisa foram: 15 alunos das séries 8ª, 9ª e 1º ano, e 16 professores de distintas áreas. A pesquisa foi realizada de agosto a novembro de 2014, tendo tido 60 horas de duração. A partir das oficinas, foi possível visualizar oito analisadores que se relacionaram às práticas de preconceitos na escola: sexualidade e gênero; padrões de beleza e modos de ser; bullying; racismo; diferenças de classe social; professores e alunos; deficiências; religião. Já nas práticas de tolerância os analisadores foram: os ideais de igualdade e de liberdade; os imperativos da lei e a judicialização da vida; as atitudes religiosas resignadas e passivas; as atitudes serenas e respeitadoras. No agenciamento preconceito-tolerância foi possível observar os ideais de igualdade e a celebração da diferença como um modo de legitimar os preconceitos. Através destes, concluímos que os preconceitos e as tolerâncias podem se configurar como potentes produtores de verdade, de acordo com relações de poder e de saber. Para tanto, a partir da metáfora da casa de Bachelard e da releitura de Veiga-Neto, é preciso que habitemos os porões, uma vez que as origens das práticas de preconceito e de tolerância estão enraizadas neles; sendo através desse espaço que se dá a sustentação das nossas visões de mundo e das nossas maneiras de pensar. |