Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Ferreira, Lorena Maria Fidelis |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/19253
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Resumo: |
Este estudo objetivou investigar e problematizar os modos como adolescentes pobres são subjetivados pela teia discursiva e não discursiva que circunscreve o cotidiano de uma ONG. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa-intervenção fundamentada nos conceitos de sujeito, relações de poder-saber e discurso, elaborados por Michel Foucault e enriquecidos por estudiosos que dialogam com suas teorizações. No processo de construção coletiva do conhecimento, utilizou-se como proposta metodológica a cartografia. Assim, a pesquisa se orientou através de pistas investigativas, que auxiliaram na problematização dos discursos da instituição em estudo e os efeitos dos mesmos nos modos de ser, pensar e agir dos “meninos do Projeto”. Estes constituíram um grupo de pesquisa formado por quinze (15) adolescentes, na faixa etária entre catorze (14) e dezesseis (16) anos, que participavam de atividades educativas e culturais desenvolvidas por um projeto social de uma ONG, localizada no bairro Pirambu, periferia de Fortaleza/CE. Optou-se por uma análise de discurso foucaultiana a partir da noção de dispersão do sujeito e seus posicionamentos nos discursos. Como síntese das análises foram observadas disputas de sentido. Nos discursos institucionais, o adolescente pobre adquire a posição de sujeito normalizado, disciplinado, assujeitado ao culto do empreendedorismo, expressado pela ideia do protagonismo e a ser inserido no mercado de trabalho, com o intuito de prevenir a criminalidade. Discursos aos quais os jovens resistiram através de críticas e denúncias quanto à negação de seus modos de ser e estar no mundo. |