Entre a figurativização e o psicologismo: o problema do mal em o Mandarim e em Dom Casmurro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Matsuoka, Sayuri Grigório
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/11354
Resumo: Este trabalho teve por objetivo analisar as particularidades e questionamentos presentes nos textos O mandarim e Dom Casmurro no que concerne à representação do tema do mal a partir dos modelos fornecidos pela estética realista, destacando as similaridades e dissonâncias entre as abordagens de Eça de Queiroz e de Machado de Assis. Para tanto, elaborou-se um percurso descritivo e analítico das idealizações do mal a partir do Velho Testamento, passando pela Idade Média, até o século XIX, com o intuito de analisar, em uma perspectiva histórico-filosófica, tais representações. Tais embasamentos teóricos, aliados aos conhecimentos de crítica literária que se foram agregando ao trabalho ao longo de seu desenvolvimento, permitiu-nos observar que a narrativa de O mandarim retoma os elementos da estética romântica, sobretudo os que concernem às noções de mal, e os transforma em símbolos do gênero fantástico, impingindo-lhes novos significados através da figurativização e discutir quais direcionamentos psicologizantes próprios da narrativa machadiana mostram a ideia do mal em Dom Casmurro. A partir dos estudos de Santo Agostinho, Leibniz, Nietzsche, Paul Ricoeur e Georges Bataille sobre o mal e de tantos outros críticos literários como Antonio José Saraiva e Barreto Filho sobre as obras de Eça de Queiroz e de Machado de Assis, avaliou-se comparativamente os aspectos que influenciaram os procedimentos literários adotados por esses dois escritores em O mandarim e em Dom Casmurro, tendo em vista as semelhanças e as diferenças entre as duas obras no que concerne à caracterização do mal no século XIX.