Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Brito, Fábio Leonardo Castelo Branco |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/21861
|
Resumo: |
Este trabalho pretende estudar historicamente, a pretexto do ativista cultural pernambucano Jomard Muniz de Britto e de seus contemporâneos, uma série de debates que, entre as décadas de 1920 e 1990, demarcaram os esforços de constituição de uma identidade e uma cultura brasileiras, bem como do local do Brasil no concerto das nações. Esses debates, articulando projetos de brasilidade que passavam pela luso-tropicologia proposta por Gilberto Freyre, pelas interpretações marxistas do Brasil elaboradas pela geração de Caio Prado Júnior, pelo Movimento Armorial de Ariano Suassuna e pelo nomeado movimento tropicalista, na centralidade desejada por Caetano Veloso e Gilberto Gil, conformaram o que aqui chamo de linha evolutiva da cultura brasileira. A partir da forja dessa linha, proponho pensar a vida e a obra de Jomard Muniz de Britto, desde sua militância de esquerda, vivenciando o Movimento de Educação de Base (MEB), passando pela sua atuação universitária e ensaiasta de uma filosofia da cultura brasileira, bem como pela sua guerrilha em filmes experimentais, até a produção literária, marcada pelo que ele próprio chamaria de atentados poéticos. Nesse material, localizando desde sua busca por uma cultura brasileira revolucionária, os manifestos tropicalistas que assina, as esgrimas superoitistas contra o tradicionalismo da cultura brasileira e sua dita pop filosofia, procuro perceber sua relação contraditória com os espaços e sujeitos que inventam a já citada linha evolutiva. Por fim, analiso em que medida as iniciativas literárias de Jomard, ao mesmo tempo delirando e deslizando por entre uma dada ideia de brasilidade, aproxima-se de outras tantas formas de ler o Brasil, presentes em seus contemporâneos, intelectuais tais como Ignácio de Loyola Brandão, Jorge Mautner, José Agrippino de Paula, Roberto Piva, Torquato Neto e Waly Salomão, a partir dos quais penso o conceito de brasilidades deslizirantes. |