Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Paz, Brenda Raquel Nobre Lopes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/77178
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Resumo: |
A literatura está intrinsecamente ligada à vida, às experiências e percepções humanas. Desse modo, a interação entre o homem e o mar é um aspecto frequentemente encontrado na literatura universal desde a Antiguidade. Escritores e poetas ao longo da história dedicaram amplo espaço em sua produção literária para falar sobre a beleza e os perigos dos oceanos ou para exaltar a bravura dos povos que enfrentaram o desconhecido universo aquoso. Entre os escritores modernos, Cecília Meireles nos apresenta uma representação poética do mar muito próxima do imaginário marítimo moldado na literatura ao longo da Antiguidade e da Idade Média. Esta dissertação objetivou compreender e mostrar como os resíduos desse imaginário reverberam e se fazem reapresentados na modernidade por meio da poética ceciliana. Nossa pesquisa faz parte dos estudos comparativos de literatura e nos valemos da Teoria da Residualidade, sistematizada por Roberto Pontes, a qual, por meio dos conceitos operacionais, nos respalda ao estabelecermos relação de aproximação entre esse topos antigo e medieval e o universo lírico de Cecília Meireles. Analisamos em nosso trabalho, poemas que compõem as obras Viagem (1939), Vaga Música (1942) e Mar Absoluto e outros poemas (1945), as quais consideramos formar a tríade marítima ceciliana. Guiam esta dissertação, como nossa fundamentação teórica, as contribuições de Bachelard (2018), Tomás (2013), Carvalhal (1996), Le Goff (1984), Chevalier e Gheerbrant (2015), Cavalcanti (1997), Maleval (2004), Delumeau (2009) e Spina (2003). |