Os Kariri - resistências à ocupação dos sertões dos Cariris Novos no século XVIII

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Oliveira, Antonio José de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/25577
Resumo: Esta tese, Os Kariri- resistências à ocupação dos sertões dos Cariris Novos - século XVIII, busca compreender a historicidade dos povos Kariri em seus deslocamentos pelos sertões semiáridos ermos. Uma dispersão que se acentua a partir do médio São Francisco, em especial em fins do século XVI, em razão do avanço da expansão da fronteira colonialista. Adentrando pelos sertões semiáridos do Norte foram ocupando aqueles espaços até os Cariris Novos, na capitania do Ceará e porções limítrofes das de Pernambuco, Paraíba e Piauí. Um espaço vivenciado por outras nações indígenas e mesmo de Kariri, gerando disputas interétnicas por territórios. O contexto tornou-se mais conflituoso quando ali chegam os não índios, muitos deles vitoriosos da guerra contra os nativos que habitavam as ribeiras do Jaguaribe. Coadjuvados pelas ações missionárias, especialmente da Ordem Capuchinho italiana, os Kariri foram aldeados, em especial em Miranda, no sentido de promover sua adequação ao mundo do trabalho, conversão à fé cristã católica e uma educação aos moldes das sociedades ditas civilizadas, forjando o apagamento dos elementos e práticas culturais identitárias. Em 1780, Miranda torna-se vila do Crato, momento em se inicia um discurso sobre ainvisibilidade Kariri, no entanto em 1867 ocorre o massacre dos Kariri/Xocó da Aldeia da Cachorra Morta, o último embate de uma guerra secular.