Desenvolvimento de sistema para extração e purificação em linha de proteínas de interesse biotecnológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Mancini, Rodrigo Silva Nascimento
Orientador(a): Rocha, Diogo Librandi da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do ABC
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia/Química
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=106730&midiaext=74758
http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=106730&midiaext=74758/index.php?codigo_sophia=106730&midiaext=74757
Resumo: Lectinas são proteínas que se ligam reversivelmente a carboidratos e que apresentam diversas aplicações biotecnológicas, destacando-se aquelas como agentes mitogênicos e apoptóticos, usos em sistemas de liberação de fármacos e na separação de carboidratos. Devido à diversidade de proteínas, a extração e a purificação são geralmente trabalhosas e demoradas, e procedimento automáticos para esse fim são escassos. Os processos automatizados, como os sistemas em fluxo, podem reduzir o tempo de extração e purificação sem afetar os rendimentos obtidos com os métodos tradicionais. Neste trabalho, é apresentada a construção de três módulos mecanizados para a extração, separação e determinação de proteínas. Como modelo, foi utilizado o isolamento da jacalina presente em extratos de semente de jaca. A determinação de proteínas foi otimizada utilizando o método do biureto, sendo observada faixa linear de 3 a 15 g L-1 e frequência de amostragem de 119 determinações por hora, viabilizando o monitoramento de proteínas totais durante a extração, que também foi realizada em linha. As sementes de jaca trituradas foram imobilizadas em uma coluna para extração por recirculação durante 15 min. Para a separação da jacalina do extrato proteico bruto foram utilizados 3 mL de extrato, 7,5 mL de tampão fosfato salino para remoção de concomitantes e 10 mL de D-galactose como eluente. Esse processo foi realizado em ca. 300 s. Após otimização individual, os módulos foram integrados para realizar todas as etapas para obtenção da jacalina. O procedimento mostrou-se como uma alternativa aos procedimentos em batelada para obtenção de proteínas, sendo a imobilização do sólido a única etapa manual. Além disso, o sistema pode se tornar polivalente dependendo do extrator e da fase estacionária empregada para a separação cromatográfica.